Então a Copa acabou. Não, não é pra ser novidade.
A derrota do Brasil pra campeã Alemanha (que também não é e jamais foi novidade), foi realmente comentada – e demais – do lado de cá do oceano. Assim como muitos brasileiros, aqui em casa fizemos toda a preparação pra assistir o vexame jogo com pipoca, cerveja, animação confundida com nervosismo e telefones no silencioso.
40 minutos depois, quando o placar estava tu-sabe-como estávamos todos no celular, dando risada com posts do Twitter e do Facebook. Sei que não era a opção mais esperada, mas ao menos é mais racional que queimar a bandeira.
Aí que entra o gancho da frase do Jardel que “Grenal é Grenal e vice-versa” que fiz menção no título. No trabalho tenho colegas argentinos, poloneses, franceses, italianos, espanhóis e dos mais bizarros países do mundo. A reação que senti, foi a mesma de um pós Grenal, o nosso clássico gaúcho. Seja comigo tirando sarro ou eu tirando sarro dos outros, a rivalidade-com-paz sempre faz parte do futebol. Pelo menos pra nós do sul. Não?

Pois por aqui foi a mesma coisa: o dia seguinte era de pessoas tirando sarro com o Brasil, fazendo questionamentos, criando teorias, sendo técnico da minha seleção. O que eu fiz? O mesmo que quando era o caso de um grenal: argumentei. Com títulos que o Brasil tem; com erros que eram óbvios; com furos que poderiam ter sido corrigidos; e com a esperança novamente daqui a quatro anos.

Foi um grande grenal, apesar de tudo. Vivemos uma data histórica – não que tenha sido heroica, no entanto. 
***

Falando em heroísmo, lembrei da reação do craque Lionel Messi ao ir receber o troféu da chuteira de ouro e a medalha de prata: cabeça baixa, cara fechada e a medalha não ficou mais que cinco segundos no pescoço do craque. Perder é uma coisa. Saber perder é outra bem diferente.

Não digo aqui que ele deveria ter feito o que fizemos aqui em casa e dar risada. Mas ao menos andar de cabeça erguida. No mínimo. Inclusive como forma de respeito aos aplausos da equipe alemã pra eles, no momento em que foram receber as medalhas. No entanto, até por meio do futebol é que pode-se notar as diferenças de cultura de dois países/mundos.

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