Guri no Mundo,  Itália

Guri em Taormina, Sicília

Chegamos em Taormina de trem e logo de cara a paisagem já nos fez babar. Nosso hotel era em cima da montanha e chegar até lá com malas tem que ser de táxi ou ser um esportista profissional.  € 25 resolveram a situação.
O hotel Sole Castello tem três estrelas e funcionários não muito dispostos a ajudarem (ele não gostou de levar mais dois travesseiros e tampouco de ajudar com a TV sem Sky – porque é muito cara na Itália). Quando fomos pedir pra renovar o acesso à internet (que deve ser feito a cada 24 horas), a atendente não conseguia achar o recibo e alegou que deveria ser pago novamente a taxa de € 5, mandou a gente achar o papel, e acabou gritando com a gente. Em plena recepção.

O quarto não possuía ar condicionado “devido à época do ano”, segundo eles. Tem custo pra usar a internet que só pega na recepção e até o cofre que só tem na recepção; e os quartos não tem frigobar. Nem na recepção. E não pode levar comida nem bebida pra dentro do hotel, ou seja, deu fome? Ferrou!
Pra compensar tudo isso, uma piscina grande e nada tumultuada; e a melhor vista que poderíamos ter: cruzeiros atracando no porto e voltando pro mar Jônico durante o dia; a imensidão invadindo nossos olhos; as ruelas apertadas logo abaixo; e fazendo o baita esforço de girar a cabeça um pouco pra direita a vista é pro gigante Etna, o maior vulcão da Europa.

Resolvemos descer o morro a pé. Passamos em frente ao Santuário Madonna Della Rocca, ali construída no século XII dentro da rocha (daí o nome), e descemos os 537 degraus das escadas de toda a colina em 15 minutos. Conhecemos a parte mais antiga da cidade e não entramos no Teatro Greco pois uma parte dele estava fechada e pode ser que os € 8 não valessem a pena. Pode ser que valessem uma vez que ele é a ruína mais celebrada da Sicília e com bons motivos: ele foi construído no século III antes de Cristo. Leia-se há quase 2300 anos atrás.
Dali fomos pro Corso Umberto, a rua mais movimentada da cidade (a Oxford Street deles) pra procurarmos um lugar pra comer. No caminho, enquanto a fome aumentava, paramos em várias das lojinhas de artesanato, chapéus e até souvenirs feitos com a larva do vulcão Etna.
Pra voltar pro hotel pegamos o último ônibus que sobe esta parte “do morro” às 18h45! Depois disso? Táxi ou o Expresso Canelinha – as pernas. O ônibus sai da estação e da parada que tem ao lado da Porta Messina e custou € 1.90.
De janta fomos até o Ristorante Al Saraceno, em Madonna Della Rocca, no alto da colina. Como já havia comido pizza e massa (claro), optei por um outro prato com peixe: um ravioli de garoupa com molho de camarão, também chamado por mim de “uma diliça”! O atendimento do local é ótimo e a vista do terraço é sensacional! Apesar de só abrir às 19h, ainda foi possível pegar o pôr do sol da lá.

O dia seguinte foi dedicado à exploração da esplêndida praia de pedras pequenas. O mar é calmo e transparente, daqueles que a água bate no pescoço e que tu enxerga teus pés perfeitamente, além de nadar em meio a pequenos peixes. Menos eu, que nado mau bagarai. Os dois poréns aqui são: primeiro, como chegar à praia. Senta que lá vem história! O nosso hotel ficava no topo do morro, como falei, e pra descer podíamos pegar um ônibus ou descer os 537 “desgraus” (desgraça + degraus) até uma via e depois caminhar mais cerca de 10 minutos até o local onde tem o teleférico que vai até a praia. Parte 1 do percurso concluída com sucesso. 
O teleférico na real DEVERIA ir até a praia se ele estivesse funcionando. Colocaram assim um ônibus pra substituir o serviço. Perguntei pra atendente qual era o próximo ônibus e ela deu uma batidinha na tabela de horários mandando me viraaare! Em resumo, são vários horários, as frequências são malucas (de 10 em 10 muda pra hora em hora sem explicação – Bem-vindo à Itália) e o luxo termina de vez agora: tem que ir espremido se for um dos últimos a entrar.
Pagamos € 1 e chegamos na praia de Isola Bella, cheia de barracas à beira-mar, serviços pra turistas, restaurantes, bares, vendedores ambulantes e massagistas ambulantes (#ficaadica Brasil). E é na praia que entra o porém número dois: mesmo dentro d’água, ela é cheia das pedras pequenas, médias, grandes, gigantes e do tamanho da falta de organização do país. Saí com o pé arranhado porque não quis comprar por € 6 o sapato plástico pra usar dentro d’água. Não tem graça, daí. O legal é sentir dor as pedras, claro.
Esse poréns que citei não são problemas, claro. Se comprar o tal sapatinho o porém morre por ali. Ele protege bem o pé, fica firme o tempo todo e a água entra nele mesmo assim. E quanto ao transporte, tem como pegar táxi também, ou até escolher um hotel na beira da praia – se bem que mesmo assim vai precisar de transporte pra ir até o centrinho. São entre € 15 e € 25 pra dentro da região de Taormina.
Isso também me fez concluir que o melhor jeito de chegar ou sair de Taormina é de ônibus, porque a estação “rodoviária” tem ônibus pros hotéis do morro, como eu decidi chamar. Só pra lembrar: tem que ter paciência ao explicar pra onde quer ir.
Taormina tem outras praias além dessa que visitamos, então vale a pena exploraaare um pouco de cada uma delas – e depois me contaaaare (tá, parei) nos comentários se elas tem menos pedras.
Como contei, comemos pizza e massa, claro, e provamos a deliciosa cassata siciliana, uma sobremesa que lembra um mini-bolo feito com sucos e recheado com ricota e  na cobertura marzipan e frutas caramelizadas. Vale a pena provar – com uma garrafinha d’água do lado porque é muito doce!.
Por falar em comentários, já foi ou quer ir a Taormina? Deixa dito ali. E caso não tenha lido sobre Messina, a cidade anterior desta viagem, clica aqui. Próximo destino da aventura: Acireale.

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