Guri no Mundo,  Itália

Guri em Messina, Sicília

Faz tempo que compramos nossas passagens pra viajar pra Itália – 5 meses pra ser exato. Graças ao Sky Scanner conseguimos encontrar passagens aéreas baratas pra ir pra Sicília (Catânia, mais precisamente) e voltar de Malta: £ 136 ida e volta com a British! Onde assino?

Depois de traçar nosso roteiro, pedi algumas dicas pelo Twitter e a Patricia Kalil me mandou o link do blog dela, o Descobrindo a Sicília. Ah o Twitter… 🙂 Roteiro planejado, malas feitas, hora de embarcar – mesmo não tendo comprado roupas de verão o bastante e nem protetor solar. O que estava esperando da Sicília, afinal? Praias, peixe e um pouco mais de praia e paisagens bonitas. E um pouco de desorganização, afinal é Itália.
A chegada no aeroporto foi surpreendentemente rápida. O ótimo voo da British chegou às 19h e (depois de imigração, bagagens e compra de passagem) conseguimos pegar o ônibus das 19h30 até Messina. Depois de nós mesmos colocarmos a bagagem no bagageiro do ônibus seguimos viagem e 2 horas depois chegamos na estação central.

Numa breve explorada por Messina à noite nos deparamos com uma cidade bonita e com motoristas que não dão bolas pra pedestres. Mas quem disse que eu não esperava por isso?

No dia seguinte, visitamos a Duomo de Messina. A Duomo é como se fosse a Catedral central da cidade, mas que na verdade não é Catedral (porque daí seria Catedrale). Tá confuso? Bem-vindo à Itália! Bom, mas voltando à Catedral que não é Catedral: o interior dela é demais! A pintura no teto me deu dor no pescoço depois de tanto que fiquei olhando pra cima. Não foi o único teto que surtiu esse efeito, claro. Por fora não dá pra ter noção disso tudo, mas vale a pena entrar!

Ela foi construída por volta de 1100 e seriamente destruída pelo terremoto de 1908. Mas nem dá pra dizer…

Como tínhamos um tempinho de sobra na cidade (porque ela é piccolina), resolvemos atravessar o Estreito de Messina e ir até a “ponta da bota”, chegando na parte continental da Itália. Mais precisamente em Reggio Calabria, bem no “dedo do pé” do país. A viagem dura 30 minutos e é muito tranquila. Pagamos € 3.50 cada trecho.

Reggio Calabria se mostrou mais limpa e organizada (vinte aspas aqui – organizada do modo italiano, claro) do que Messina. Igrejas lindas – e a cada esquina – cada qual com sua particularidade, instigando a curiosidade do visitante. Difícil escolher foto de qual utilizar.

Acabei optando pela Duomo deles. 🙂

Apesar de darmos uma boa caminhada atrás de um posto de informações turísticas não conseguimos encontrar nada. Mas isso não é um problema quando se sabe fazer gestos. Vira na verdade uma competição de quem faz mais gestos: tu ou o italiano. E muita informação também não precisávamos. Apesar de visitarmos Igrejas, a Duomo e um par de ruas o que mais deu show mesmo foi o azul do Mar Jônico.

Retornando pra ilha da Sicília, fomos visitar a Igreja de Santo Antonio de Pádua exatamente no momento da missa. A Igreja não entrega o que te espera por dentro quando é vista só do lado de fora. Mármore, detalhes em dourado e muita riqueza de detalhes tiraram o foco da cerimônia.

Tanto em Reggio Calabria quanto em Messina, uma das coisas que mais chamou a atenção foi a arquitetura das casas antigas com suas sacadas preguiçosas debruçadas sob as calçadas e muitas e várias e muitas Igrejas. No entanto é o tipo de coisa, confesso, que chama a atenção na chegada, e depois já vira algo tão batido que se torna parte do cotidiano. Incansável, porém.

Ainda há alguns dias pra degustar a Sicília, mas já dá pra chegar à mesma conclusão que Goethe que disse que “a Itália sem a Sicília não deixa marcas na alma: a chave de tudo está aqui”. Então seguimos viagem pra ver o resto desse tudo em questão! Próxima parada: Taormina.

Bah: Todas as fotos tão lá no álbum da viagem no Facebook. 🙂

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