O Guri foi,  Vida no Reino Unido

O Guri foi: Marcus Miller ⭐⭐⭐⭐

Na primeira vez que vim pra Londres (aquela a turismo e tal, quando me apaixonei pela cidade) estava rolando o London Jazz Festival pela cidade toda. Sendo meio músico a coceira no pé, na mão e no espírito jazzístico aumentou e fui num dos eventos gratuitos do festival.
Este ano desembolsei £ 27 no ingresso pro show do baixista americano que-faz-coisas-de-ficar-abobado Marcus Miller. O ingresso era a segunda categoria de preços, o que significa que não, não era o mais caro. O show-espetáculo-concerto foi no Royal Festival Hall (não confundir com o chicoso do Royal Albert Hall), do ladinho da London Eye na área chamada Southbank Centre. Pois bem, vamos ao show.


Nem preciso comentar muito sobre a organização inglesa, com tudo sinalizado, o Royal Festival Hall confortável e com um serviço de bar bem útil (hehe) e preços justos. Normais, dá pra se dizer. Faltando cinco minutos pra começar fui comprar minha cerveja, dali a pouco soou o aviso de 2 minutos; de 1 minuto e o final, avisando que ia começar. 19h30 cravado!

Quem abriu o show foi Tony Remy e a banda Stolen Clones, num show morno de cerca de 40 minutos. 20 minutos de intervalo depois e era hora do mestre. Sim, mestre. Ou Mestre, com letra maiúscula. O cara já tocou com Miles Davis e com o saxofonista David Sanborn, então já nem preciso mais apresentar ele.
O show contava com dois guitarristas, outro baixista, bateria, percussão (com influência caribenha) e dois sopros (que se revezavam entre saxofone alto, tenor e trompete) e um pianista. Este dos teclados tem 22 anos e arrancou assovios e aplausos várias vezes da plateia. Pagaria só pra ver ele, com certeza!
Marcus (sim, íntimo) fez questão de revelar algumas músicas do novo disco, enfatizando que terá muita influência de música africana, sul-americana (inclusive samba – além de bossa nova), passando pelo Caribe, até chegar nos Estados Unidos. Imagine música africana com sopros e ainda ser chamado de jazz. Demais! Um mundo de influências num álbum. Aumenta o som e dá o play aê:
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=cUeb1NDes1o]
O cara interage muito no palco, tem uma musicalidade incrível e se sente orgulhoso da banda que tem (com motivo de sobra). Foram duas intensas horas de groove, jazz clássico e contemporâneo e muita dessa influência caribenha – notada pelo ritmo agitado dos bongôs. Pelo ritmo agitado e pelos solos e improvisos também. Não tem como lembrar dos improvisos sem lembrar do pianista e do saxofonista. De cair o queixo e aplaudir/assoviar com vontade!
Posso falar? £ 27 pro que vi naquela noite são muito bem pagos. Um baita cara, um baita show, num baita lugar, nessa baita cidade e parte de um festival de jazz. Muito bem investido e muito bem assistido. Minha vista não era do camarote da Tia Beth, mas mesmo assim dava pra ver e sentir a energia do palco, oras…
O camarote de Sua Majestade, no Royal Festival Hall.

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