Um conselho sobre viajar pelo interior da It√°lia de transporte p√ļblico seria: n√£o dependa de √īnibus nem trem em um domingo. Se puder, n√£o dependa de nada num domingo. E melhor ainda: nunca, nem num domingo nem em qualquer outro dia dependa de um italiano. Sobre o transporte, na verdade, n√£o √© novidade. A Patr√≠cia j√° falou isso aqui. Chegamos √†s 10h da manh√£ na esta√ß√£o de Acireale e o pr√≥ximo trem era s√≥ em 6 horas, √†s 15h49. √Ēnibus? S√≥ um hor√°rio, que ningu√©m sabia ao certo qual era. Resumo da √≥pera: Fomos de t√°xi por¬†‚ā¨ 30. Vale pesquisar bem no site da Trenitalia e nas companhias de √īnibus (as da Sic√≠lia tamb√©m t√£o aqui no Descobrindo a Sic√≠lia).

Vicenzo Bellini est√° para Cat√Ęnia assim como Jos√© Sarney est√° para o Maranh√£o. O nome dele est√° em ruas, pra√ßas, etc. A diferen√ßa √© que Bellini foi um compositor que nasceu em Cat√Ęnia em 1801 – ou seja, merecido. S√≥ falando.

T√° certo que estamos na It√°lia, mas na minha opini√£o Sic√≠lia √© a Capital Italiana das Igrejas. Em cerca de duas horas caminhando pela regi√£o central da cidade passamos por pelo menos oito¬†Igrejas, e cada uma delas com sua caracter√≠stica. Achei interessante a mesa de uma sorveteria que tem o mapa do centro da cidade desenhado nela. O que tem a ver com a hist√≥ria? Contamos 35 Igrejas em dist√Ęncia caminh√°vel. Em alguns casos chegava a ter uma do lado da outra. T√£o It√°lia.

Ficamos hospedados em um B&B (bed & breakfast) bem na Via Etnea, a “avenida” principal da cidade. O La Rosa di Gerico assusta um pouco por ser no segundo andar do pr√©dio e n√£o ter elevador – o primeiro andar √© ocupado por outro hotel. Ele tem poucos quartos e a recepcionista, percebemos, era a mesma que fazia a limpeza dos quartos e cuidava de todos os servi√ßos. Simp√°tica, por√©m sem falar ingl√™s, ela nos deu as instru√ß√Ķes; explicou como fazia pra tomar o caf√© da manh√£ no Caf√© vizinho ao hotel; e como era o funcionamento da internet e das chaves.

V√°rias lojas est√£o na rua do B&B e muitos dos pontos tur√≠sticos tamb√©m (Igrejas, ser√°?). A Piazza Duomo, Patrim√īnio da Humanidade, fica no fim dela.

E na frente da Duomo t√° o elefante, s√≠mbolo da cidade desde 1239 e feito de pedra vulc√Ęnica. Segundo li no Descobrindo a Sic√≠lia, a hist√≥ria mais bem aceita sobre a est√°tua √© a do cart√≥grafo √°rabe Edrisi, que durante sua viagem √† cidade teria escrito que os habitantes consideravam o elefante uma est√°tua m√°gica, capaz de proteg√™-los das erup√ß√Ķes do Etna.

Voltando √†s Igrejas: visitamos elas ao meio-dia de um domingo. Na It√°lia eu poderia dizer apenas: visitamos elas na hora da missa. Passado este hor√°rio, tudo fechado, inclusive as Igrejas. E no dia de semana a Duomo (a Catedral que n√£o √© Catedral, lembra?) fecha ao meio-dia e reabre √†s 16h. Ai It√°lia…

P√ļblico e de f√°cil acesso, no entanto, est√° o Anfiteatro Romano, um dos tantos resqu√≠cios do Imp√©rio Romano na cidade. Aquelas ru√≠nas que parecem n√£o representarem nada conseguiam suportar at√© 16 mil espectadores na √©poca que foi constru√≠do, no S√©culo II antes de Cristo. V√°rios gatos moram no local hoje, mas com direito a casinha de tijolos e tudo, porque com licen√ßa, eles miam em italiano. O anfiteatro era o segundo maior constru√≠do pelos Romanos, perdendo somente pro Coliseu.

N√£o muito diferente do resto dos lugares que j√° visitamos, aqui os italianos tamb√©m n√£o s√£o muito educados. Ou quase nada educados, tirando a atendente do B&B (isso, aquela mesmo que n√£o falava ingl√™s… aiai…). No restaurante Etna Rosso, onde fomos jantar na primeira noite, o gar√ßom demorou mais de 15 minutos pra pegar o pedido (e n√£o estava t√£o cheio!) e parecia estar nos fazendo um favor, sem vontade alguma. Sem muitas op√ß√Ķes pr√≥ximas, voltamos na noite seguinte e o gar√ßom que nos atendeu era outro, no entanto o da noite anterior lembrou de n√≥s e nos recebeu bem. Ele s√≥ pegou o pedido (provavelmente por ser um dos poucos que falam ingl√™s) e deu. Sorte deles √© que tem uma recheada carta de vinhos e uma comida saborosa que vale o pre√ßo pago. Mas se dependesse do staff clientes e donos passariam fome. Em resumo: se puder, n√£o se deixe enganar pela carinha bonita do lugar. ūüôā

Por falar em comida, quase esqueci de contar que fomos tamb√©m no mercado p√ļblico de rua da cidade. Ele tem acesso pela Piazza Duomo mesmo, atr√°s da Fontaaaaaana (mexendo a m√£ozinha). O cheiro de peixe desta parte do mercado √© forte e se tu n√£o gosta, nem chegue perto! A parte das frutas e ervas no entanto √© bonita e barata! Se o teu B&B/hotel deixar, vale a pena levar umas pro lanche da noite! Tamb√©m vendem l√° queijos, salames e gr√£os. Apaixonados por mercados p√ļblicos: #ficaadica.

Cat√Ęnia n√£o √© t√£o mal conservada como Acireale. Tem muitos pr√©dios em estilo barroco, mas todos largados, esperando algu√©m restaur√°-los ou pelo menos protege-los.¬†Al√©m disso, os moradores precisariam ser no m√≠nimo educados re-educados e resistir √† tenta√ß√£o inexplic√°vel de pichar uma est√°tua, ou um banco, ou o ch√£o. No entanto a cidade j√° √© bem mais voltada pro turismo. Tem v√°rios √°udio-guias em v√°rios idiomas e o QR code a ser lido na frente das (taaaantas) Igrejas. Pros que pensam em chegar em Cat√Ęnia e s√≥ conhecer o aeroporto, pra j√° seguir viagem a Taormina, √© v√°lido passar pelo menos uma noite na cidade. Pelo menos!

Bah 1: Tá acompanhando a aventura? Terminamos a passagem pela Sicília! Já estivemos em Messina, Taormina e Acireale.
Bah 2: Nossa próxima parada é em Malta.

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