Muitas pessoas tem me feito uma pergunta bem simples e direta quando conto que mês que vem estou me mudando pra terrinha: por que Londres?
Eu sempre penso bem, penso melhor, penso mais um pouco e acabo resumindo em duas palavras: primeiro mundo. Mas não era bem isso que eu queria ter respondido. Talvez por isso o primeiro post do blog tenha sido exatamente Tchê e Londres como Sentimento. Parece que às vezes não consigo descrever Londres, dizer como a cidade é, me limitando só às diferenças mais gritantes (que falei neste post). E isso pra mim é sentimento: não dá pra descrever, só sentir.
Acredito que toda cidade tenha isso, uma atmosfera única e marcante, igual perfume dos bão, mas o sentimento de Londres foi o que me fisgou. É impossível explicar o que eu senti quando enxerguei a Tower Bridge lá de cima, dentro do avião ainda. Nem quando a oficial de imigração me pediu dicas de onde ir no Brasil e elogiou meu inglês. E tampouco quando caminhava de um lado pro outro sem notar e ser notado. E se não dá pra explicar, logo, temos um sentimento. Sei que vai parecer bobagem (claro que vai), mas até hoje quando passo o perfume que mais usava em Londres eu lembro da cidade na hora. A memória olfativa ficou muito mais aguaçada e hoje eu mato a saudade via cheiro. Eficiente, podemos dizer.

Mas talvez o que me conquistou esteja mais voltado pra questão da elegância que impera nessa cidade. E quando eu falo em elegância não falo de pessoas que se vestem bem e na moda, pra mim isso nem é elegância. O poeta francês Paul Valéry diz que “elegância é a arte de não se fazer notar, aliada ao cuidado sutil de se deixar distinguir”.
(Pausa pro teu cérebro processar a frase)
E nisso Londres se sai muito bem, obrigado. São todos iguais, mas ao mesmo tempo todos diferentes e sem chamar atenção justamente por este fato. Todos estão tão acostumados com tudo, e cada um está sentido a sua Londres, que nem querem se preocupar com a Londres dos outros.
É claro que outros fatores incluem na minha “preferência”, como impostos, segurança, preços, etc., mas isso tudo vou deixar pra contar mês que vem com mais propriedade, direto daquela que pra mim é a verdadeira cidade maravilhosa. Ainda não é tempo pros bens, por enquanto é só o sentir.

Em resumo, pra mim Londres é completamente diferente do que temos pelo Brasil, é um outro mundo, é uma outra cultura, outra cabeça… É impossível descrever um sentimento com tanta propriedade. O ideal é viajar e sentir Londres de perto. Menos teorias, mais práticas.
Bah 1: Escrever esse post me fez lembrar de um texto que li uma vez com impressões do Brasil sob o olhar de um francês. Clique aqui pra ler.
Bah 2: E tu? Qual isca Londres usou pra te fisgar? Comente à vontade. =)

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