Muitas coisas que não precisam de padrões, enquanto o que precisaria não tem (tamanho de roupa ou calçado).

Quando as pessoas me perguntam do que eu não gosto no Reino Unido eu sempre respondi a mesma coisa: não tenho resposta pra esta pergunta. Pode parecer invenção ou uma paixonite boba de não querer achar defeito na pessoa amada; ou optar por não vê-los pra não ter que enfrentá-los – como se fosse fácil assim. Mas não é. A única coisa que eu consigo pensar que não gosto deste país é o sistema de medidas.

Não me refiro a milhas, yards, pints, stones (como peso)… Nada disso. E antes que o leitor se questione, uma hora aqui na ilha também tem 60 minutos. Pelo menos por enquanto.

A medida que me refiro é aquela de sapatos e roupas sabe? Em especial sapatos. No Brasil é uma coisa; Estados Unidos outra; Europa outra; e Reino Unido outra. E vai umas boas horas numa loja pra poder descobrir qual o número certo. Eu não sou uma pessoa do tipo que gosta de ficar horas numa loja sequer escolhendo o que comprar, quem dera testando diferentes tamanhos de calçados. Não sei se busco um 40 ou um 7 – parecidos né?

Antes de vir pela primeira vez pro Reino Unido eu via muita coisa sobre o país na agência de viagens que eu trabalhava. E não gostava. Especialmente pelo fato de muita coisa ser diferente: moeda, bandeira, sistema político, volante do carro, ruas, pints, estilo das moedas, tipo da cerveja. Mas vejo que o Reino Unido não possui padrões, ao mesmo tempo que possui seus próprios padrões. Hoje em dia até eu acho isso muito mais original do que copiar um sistema de outro país e aplicar no seu, como se todos fossem iguais. Como se todos fossem padronizados.

Londres é uma prova disso. O padrão é não ter padrões. O clichê é a falta dele. O que tiver de diferente faz parte da cidade. O que tiver de comum e clássico também. Os padrões mais sérios mudam de nome e viram regras, que até certo ponto são OK pra que todos os 8 milhões de londrinos possam conviver em harmonia e ninguém ser atropelado ao ficar parado do lado esquerdo da escada rolante por aquele cara segurando uma maleta.

O mais legal de tudo é que dá sim pra conviver em harmonia. A pessoa que dirige do lado direito aprende a dirigir do lado esquerdo, mesmo chamando de “lado errado” da rua. O imigrante recém chegado chama o emprego que paga pouco de “subemprego” enquanto outro chama a mesma posição de “emprego dos sonhos“. É legal termos preferências ou nos moldarmos aos padrões criados por outros, pra que assim a gente saia do nosso e dê espaço pra outro. Já pensou que sem graça seria se só existisse uma língua? E um tipo de moeda? E um partido político? E um só tipo de cerveja? E um só estilo de roupa?

Agora, vamos dar um jeito e padronizar os tamanhos dos calçados, por favor?

O que é padrão e o que é diferente está não no mundo, mas na nossa mente. Não foram criados por ela (tadinha, não tem tanto poder assim) mas por uma sociedade que ama televisão, filmes e jornais. Muitos que tentam transformar estes padrões em regras e que mastigam a inform

 

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