barco verde abandonado na margem da praia de barmouth no pais de gales

Uma história clichê que eu acho bem massa é aquela de que tudo na vida tem dois lados, sabe? Tudo tem dois pontos, tudo tem um contra-ponto. Lindo até aí. Mas eu gosto de pensar mais além.

O que é mais tri de pensar é sobre o ser humano, que também tem dois lados. Não digo o frente/trás ou o esquerda/direita Рnem o coxinha/petralha. Eu digo o dentro e fora.

barco verde abandonado na margem da praia de barmouth no pais de gales

A gente se conhece por fora, voc√™ talvez me conhe√ßa por fora, se me ver na rua vai me reconhecer, assim como reconheceria muitas outras pessoas. Mas por dentro voc√™ n√£o me conhece e eu n√£o te conhe√ßo. Desta maneira t√£o al√©m, t√£o exposta a gente n√£o conhece um ao outro, e d’esta maneira, por algum motivo, a gente prefere realmente cuidar mais. At√© porque por muitas vezes nem a gente conhece tanto assim o nosso lado de dentro, vai saber o que vai ser exposto, n√©? Tem gente que n√£o liga, tem gente que simplesmente mostra o lado de dentro sem d√≥ nem piedade, sem nem conhecer direito ou respeitar¬†o que tem l√° dentro.

Eu quero me conhecer mais, sem nenhum medo, sem nenhuma barreira, enfrentando o meu Eu. Afinal aquele sou Eu mesmo, de verdade. Por que ter medo de mim mesmo? O meu Eu verdadeiro não é apenas meu nome, o que faço, como me porto, minha história de vida, etc. Mas de onde nascem meus sentimentos e pensamentos (afinal a mente não cria eles do nada); porque ajo de tal maneira; o que me leva a tomar tal decisão?

A gente √© criado em um mundo onde isso parece n√£o ser t√£o importante assim. Onde uma ferida √© mais importante de ser curada do que um problema mental; onde a sa√ļde f√≠sica √© mais importante que a sa√ļde mental; onde o sintoma¬†recebe mais carinho e aten√ß√£o do que a causa, que muitas vezes resiste, j√° que n√£o recebe aten√ß√£o alguma. Isso tudo pelo simples fato de que uma coisa pode ser vista e outra n√£o. Uma √© externa e outra √© interna.

Acho que isso talvez explique aquele amigo que sorri bastante. Nas fotos do Facebook. Apenas pra tirar a foto é que o sorriso aparece. Todo mundo tem este amigo e me chama atenção as pessoas que fazem isso: todo mundo se ajeita pra foto, o sorriso aparece, o abraço acontece, mas depois do clique, tudo é passado. A cara fecha e o abraço desmancha. Como se nem um nem outro tivessem existido nem por um momento. Afinal, será que o sorriso e o abraço existem mesmo ou só foram externados?


Personalidade

Fiz neste final de semana um curso de Reiki e num momento o mestre falou um negócio seguido de um exercício que me fez começar a pensar: afinal de contas, o que sou eu? O que é você? Por mais filosófico que soe a pergunta, a resposta que eu busco com esta pergunta é mesmo o mais simples: onde eu começo, onde a minha personalidade é criada?

Certamente não quando eu era um espermatozoide. Imagino eu. Uns não querem matar os outros, querem? Só querem chegar primeiro naquela corrida pra fecundar o óvulo, certo? Seria então em algum momento dentro do óvulo (afinal aí teria o fator da mãe envolvido na criação desta persona/alma/como quiser chamar)? Seria no momento do nascimento, afinal assim que a gente aprendeu a celebrar a vida, no dia que a gente nasce?

Não sei, mas com certeza isso vai ser assunto na próxima vez que tiver com uma pint na mão em algum pub com meus amigos. Respostas e pensamentos são bem-vindos nos comentários.

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