John Williams fez alguma bruxaria com aquela m√ļsica de introdu√ß√£o de Harry Potter. √Č s√≥ ouvir o ‚Äútan-taran-tan, tan-tan‚ÄĚ que j√° da um arrepio. Falo sem medo e sem vergonha, sei que n√£o sou s√≥ eu. Agora imagina ouvir isso no Royal Albert Hall

E ainda se esta experi√™ncia for ao vivo, com uma orquestra, j√° fica ainda mais extremo. Cutucar a pessoa ao lado como quem diz ‚Äút√° ouvindo?‚ÄĚ √© praticamente parte do ritual. Desta vez s√≥ teve a adi√ß√£o de mais uma coisa: apontar o dedo mostrando a tela gigante logo acima da orquestra. Como parte do ‚ÄúFilms in Concert‚ÄĚ fui assistir Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. Meio que ao vivo.

BBC Concert Orchestra com os Maida Vale Singers conduzidos por John Mauceri tocando as m√ļsicas de Danny Elfman dos filmes do Tim Burton no Royal Albert Hall.
Foto: Paul Sanders

“Meio que” porque n√£o √© teatro. √Č o filme mesmo, mas sem a trilha, nem efeitos, que a√≠ que entra a orquestra: tudo feito ao vivo. Mas n√£o √© apenas isso. √Č tamb√©m em como um filme consegue se transformar num concerto. E como um concerto consegue contar uma hist√≥ria com os seus twists, com o coral e com notas bem escolhidas. Detalhes sonoros que antes passavam sem ser percebidos, o que √© perfeito pra um filme, agora s√£o real√ßados pelo ao vivo e impec√°vel.

Tudo √© feito com tanta perfei√ß√£o que por algumas vezes s√≥ via que a m√ļsica era tocada pela orquestra quando minha guria me cutucava e apontava. Tamb√©m pudera, tinha momentos que s√≥ um violinista solava, ou que outros pin√ßavam as cordas, ou ainda que o coral todo cantava de p√©. O coral foi usado justamente pra dar √™nfase em alguns momentos de tens√£o e expectativa do filme, ou seja, meu c√©rebro que me obrigou a ficar mais focado no filme. P√īxa c√©rebro!

Cada detalhe do Royal Albert Hall parecia prestar tanta aten√ß√£o quanto eu na m√ļsica e no filme. Eu e as outras cerca de cinco mil pessoas que fizemos daquela noite a maior noite do cinema na Europa, como qualquer outra noite do Films in Concert.

Mesmo assim, pra mim era especial. Entendo que j√° houveram v√°rios eventos no Royal Albert Hall, mas pra mim, naquela noite tudo era especial. N√£o era minha primeira vez no Hall, n√£o era minha primeira vez vendo este filme, n√£o era a primeira vez ouvindo as m√ļsicas do filme, ou a da orquestra tocando elas; mas era a primeira vez que tudo isso acontecia junto, naquele lugar. Pra mim √© isso que precisa ser especial numa experi√™ncia como esta. A conex√£o com o momento e a singularidade. Ser Harry Potter, pra minha surpresa, acabou sendo um detalhe. O conjunto do momento √© que tornou tudo √ļnico.

A ideia n√£o √© a mesma de ir ao cinema, de comprar um ticket pra assistir alguma novidade. Bem pelo contr√°rio, a ideia √© na verdade ser f√£ de algum filme, f√£ de cinema no geral ou f√£ de m√ļsica cl√°ssica, e ver a magia acontecendo bem na tua frente. Fazer parte dela. O filme deixa de ser exibido numa tela e passa a virar realidade ali, palp√°vel.

No site do Royal Albert Hall tem o calendário completo dos próximos clássicos que vão ser exibidos.

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