Se você é fã da Amy Winehouse, prepare-se: Londres guarda cantinhos especiais que contam a história dela. Mas mesmo que você não seja tão fã assim, prometo que esse passeio por Camden e arredores é uma forma incrível de conhecer uma Londres diferente, cheia de memórias musicais e emoção.
A ideia nasceu depois que li o livro Amy, Minha Filha, escrito pelo pai da cantora, Mitch Winehouse. A partir dele, montei um roteiro em Londres pelos lugares que marcaram a vida de Amy – e agora compartilho com você.
Também falei um pouco sobre o tema em um vídeo no YouTube, caso prefira assisti-lo:
Pra embalar o tema, deixo uma das versões que mais gosto: Wake Up Alone, lançada naquele disco póstumo (aquele da capa com pose de “que vergonha”). Vale a pena ouvir enquanto lê este texto.
📚 O livro de Janis Winehouse: memórias da filha
Ganhei este livro da Amy Winehouse de presente e fiquei impressionado com a forma como Janis conta a história da filha. Diferente do relato do Mitch, pai da Amy, que também escreveu sua versão, aqui temos a perspectiva da mãe. A escrita segue uma linha do tempo, mas conecta episódios da infância e juventude com os desdobramentos da carreira meteórica.
Amy era uma menina fora dos padrões: criativa, intensa e com total apoio da família para desenvolver o lado artístico. O livro mostra desde momentos leves, como o dia em que ela levou um prêmio Ivor Novello escondido no casaco no metrô, até o período em que a fama a consumiu de forma rápida e dolorosa.
É impossível não sentir o afastamento gradual entre mãe e filha, com a sensação de que Amy foi “perdida para a indústria”. Janis deixa claro como, muitas vezes, descobria notícias da filha pelos jornais. Ao mesmo tempo, transmite o lado afetuoso e humano da cantora, que os tabloides quase nunca mostravam.
Entre amor e tragédia na vida de Amy
O livro revela também a luta da família contra os vícios de Amy e como o pai, Mitch, tinha um perfil muito mais combativo e midiático. A mãe, por outro lado, sofria em silêncio — ela própria enfrentando a esclerose múltipla.
Um dos aspectos mais emocionantes é o relato da criação da Amy Winehouse Foundation, que apoia jovens no combate às drogas e ao álcool. Uma forma de transformar dor em legado.
Para quem só conheceu Amy pela versão distorcida da mídia, esse livro mostra uma artista completa: sim, com momentos de queda, mas também com carinho, talento e uma personalidade única.
Minha experiência pessoal com Mitch Winehouse
Eu já tive uma troca de mensagens nada agradável com o pai da Amy. Ele criticava o documentário dirigido por Asif Kapadia (Amy), mas eu questionei porque sabia que o Instituto Ayrton Senna, no Brasil, apoiava a obra. A conversa virou um bate-boca e ficou claro como Mitch é intransigente e cheio de razão.
Não trago isso como fofoca, mas como experiência pessoal que confirma muito do que o livro da Janis deixa subentendido.
Conclusão: por que este livro sobre Amy Winehouse vale a leitura
Ler o livro da Janis só reforçou meu carinho por Amy — não apenas pela música, mas pela pessoa. Foi um lembrete de que, por trás dos mitos e das manchetes, havia uma artista sensível, criativa e vulnerável.
Se você gosta de biografias, música e histórias reais, essa é uma leitura que vale cada página.
Agora sim, como prometido, vamos ao roteiro a seguir!
Edgwarebury Cemetery: um adeus silencioso
Minha jornada começou no Edgwarebury Cemetery, em Edgware, onde as cinzas de Amy estão. Para chegar lá, vá de metrô pela Northern Line até a estação final e depois caminhe cerca de 30 minutos.
A lápide de Amy é inconfundível: preta com inscrições em rosa. Levei uma pedrinha para deixar sobre ela – um gesto judaico de respeito. Foi um momento íntimo, de despedida e gratidão, que me trouxe muita paz.
Dica prática: verifique os horários de abertura no site oficial antes de ir, pois o cemitério fecha cedo.
Camden Town: o coração de Amy
Depois, segui para Camden Town, o bairro mais ligado à cantora. Muita gente pensa que Amy Winehouse nasceu em Camden Town, mas na verdade ela veio ao mundo em Southgate, no norte de Londres.
O amor por Camden Town, no entanto, foi tão intenso que o bairro acabou se tornando sinônimo da artista.
Foi ali que ela morou, viveu, compôs, amou e — tristemente — morreu.
1. A primeira casa – 3 Jeffreys Place
Amy se mudou pra Camden Town em busca de inspiração e liberdade criativa.
Sua primeira casa foi em 3 Jeffreys Place, NW1 9PP, um cantinho modesto, mas cheio de energia — bem no coração boêmio de Londres.
Foi ali que começaram as noites de pub, os ensaios improvisados e o estilo que transformaria Amy em um ícone.
2. A segunda casa – 25 Prowse Place
A segunda residência, em 25 Prowse Place, NW1 9PN, refletia uma Amy já mais conhecida, mas ainda muito conectada ao bairro.
Ela vivia entre ensaios, amigos e os mercados de Camden, onde adorava comprar roupas e acessórios vintage.
Ali, Amy estava no auge da criatividade — e do caos.
3. A casa da tragédia – 30 Camden Square
A casa em 30 Camden Square, NW1 9XA foi o último endereço de Amy Winehouse em Camden Town.
Foi ali, em 23 de julho de 2011, que ela foi encontrada sem vida, aos 27 anos.
O local ainda recebe flores e cartas de fãs do mundo inteiro. Um lugar simples, mas carregado de emoção.
Uma pequena estátua de Amy, feita em bronze, também foi inaugurada em Camden Market em 2014 — um tributo à “princesa do soul britânico”.

A casa de Amy Winehouse em Camden Square se tornou ponto de homenagem de fãs do mundo todo.
Camden e Amy se confundem — um bairro intenso, criativo, cheio de talento e dor.
A cantora continua sendo lembrada não só pela voz única, mas por ter dado alma à Londres moderna.
Caminhar por essas ruas é como ouvir Back to Black em looping — melancólico, bonito e inesquecível.
🍺Os pubs favoritos de Amy Winehouse
Amy era presença constante nos pubs de Camden. Alguns ainda guardam sua memória viva.
Dublin Castle
No Dublin Castle, ela era frequentadora querida. Conversando com uma bartender, ouvi: She was a lovely girl (Ela era uma garota adorável). Lá encontrei uma foto autografada dela, tirada na noite em que ficou noiva. Emoção pura.
Dica de fã: no caminho, passe também pelo Jazz Café, onde Amy costumava cantar.
The Hawley Arms
Se tem um lugar que resume o espírito de Amy Winehouse em Camden Town, é o Hawley Arms, no 2 Castelhaven Road, NW1 8QU.
O pub era praticamente uma extensão da casa dela. Amy costumava cantar improvisando no andar de cima e conversar com qualquer um no balcão.
Curiosidade pessoal: foi justamente nesse pub que eu casei — então imagina o quanto esse lugar é especial pra mim também.
Hoje, o Hawley Arms é quase um santuário para fãs, cheio de fotos e homenagens à cantora.
E se você gosta desse clima, não pode perder meu tour pelos pubs históricos de Londres.
Roundhouse
O Roundhouse, em Chalk Farm Road, NW1 8EH, é um dos espaços de música mais lendários de Londres.
Amy se apresentava ali com frequência e chegou a receber prêmios no local.
Mas também foi ali que aconteceu sua última aparição pública, poucos dias antes da morte.
Hoje, o Roundhouse continua sendo palco de shows e eventos musicais incríveis — vale muito a visita.
Por que visitar os lugares da Amy em Londres?
Caminhar pelos espaços que fizeram parte da vida da Amy Winehouse é como criar um elo invisível com ela. Se você também tem um ídolo, recomendo muito montar um roteiro parecido. É uma forma única de viajar com significado.
E me diz: você também é fã da Amy? Qual música dela marcou sua vida?











acredito que amy esteja muinto viva espiritualmente, amo essa mulher demais deixou muintas saudades nao estava em londres com o rafa no cemiterio, mais um dia se Deus quiser eu irei visitar amy querido rafa parabens parabens parabens, nao dar para explicar em palavras meu, o que sentimos em relação a esta visita que voce fez munito emocionante cara parabens.
Valeu Denilson!
Realmente, ela faz muita falta mesmo. Inclusive vou colocar um sonzinho aqui pra ouvir. =)
Abração!