• Guri no Mundo,  Itália

    Que mar azul! (e verde claro/azul claro/verde esmeralda)

    No Mediterrâneo, próximo à costa oeste da Itália, procuramos um lugar bom pra nadar e finalmente ancoramos o barco. Achei um bom momento pra avisar nossos amigos que alugaram o barco pra nos mostrar esta parte da costa de um detalhe importante: “acho que nem comentei, mas não sei nadar [sorriso sem jeito]”. A expressão foi a mesma no rosto do casal e dos dois filhos de 10 anos. Podia ler um “será que ele falou mesmo que não sabe, ou que sabe?” Pois é, não sei. Já tentei, entendi um pouco da técnica, mas simplesmente travo.

  • Guri no Mundo,  Itália

    Guri em Belluno e Cortina D’Ampezzo

    Uma das coisas que me fazem gostar tanto de morar em Londres (outra delas, na verdade) é a facilidade de viajar, uma vez estando aqui. Qualquer lugar é perto, rápido, fácil e se compra com antecedência, barato. Que foi o caso.

    Graças a isso, final de semana passado fui visitar uma ex-colega de trabalho na Itália. Ela mora em Belluno, no norte da Itália, na região do Vêneto e não achei que ia gostar e me apaixonar tanto pelo lugar. Em especial eu, que gosto muito mais do frio, estava em casa. Por quê?
    Simples, porque tava frio bagarai! Mas não, vai muito além disso…
    Antes é bom deixar claro que não é um destino que todo mundo vai, um destino turístico (apesar de saber de gente que já foi pra estes lugares) nem nada. Este é só um relato de como foi meu final de semana passeando pela Europa, afinal essa é a ideia do blog, né? =]

    Compramos as passagens pela low coast Ryanair por £ 102 ida e volta com taxas. Chegamos em Bologna, pegamos um carro (cerca de £ 40 pros dois dias) e fomos até Longarone. A viagem é de quase 300km e fizemos isso em duas horas e meia, fazendo duas paradas pelo caminho. Corri muito? Não… Não saí do limite de velocidade, que neste caso era de 130 km/h na maioria dos trechos. Pedágio tinha sim, o custo foi menos de £ 20 pro trecho todo, e só pra esta parte da autostrada, que seria essa via de auta-velocidade.

    Inclusive, uma dica aqui: se tu for viajar de carro pela Itália e precisar pagar pedágio, sempre passe no guichê que tem um dinheiro desenhado. Lá tu vai retirar o ticket e ao chegar na saída que tu precisa tu vai inserir o ticket numa outra máquina (também com o desenho do dinheiro) e ela vai calcular quanto deu tua viagem (dependendo de onde tu começou). Ela aceita cartão ou dinheiro e faz troco também. Não faça igual eu que fuiquei sem pagar o primeiro trecho (pelo menos até agora…).

    Que horas são? Pizza o’clock, como sempre! 🙂

    A recepção foi genuinamente italiana. Como sei disso? Saí do meio dos italianos… Sou da Serra Gaúcha e sei bem como é essa forma de recepção. Resumindo em uma duas palavra: comida boa. Na primeira noite fomos num restaurante típico de lá (que me lembrou as cantinas de Caxias do Sul) e foi muita polenta, carne de porco, de gado e outras coisas que nem lembro o nome (mals aê). Passamos por um vilarejo com cerca de 80 moradores e mais uma vez lembrei das origens: oito horas da noite e ninguém na rua!

    No outro dia fomos conhecer a cidade de Cortina D’Ampezzo que também é destino turístico pra quem mora na Europa. Eles tem um centro de ski então é fácil ouvir outros idiomas além do italiano. As pessoas se vestem de um jeito único e o frio aperta um pouco mais (a cidade está a mais de 1.000m acima do nível do mar). Ah sim, tinha neve. Nevou beeem fraquinho enquanto estávamos lá, logo parou, mas tinha neve acumulada de semanas então a paisagem deu show. Simples.

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    Hi Italy!
    ❄⛄

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    Na volta de lá fomos a Belluno. A cidadezinha tem menos de 40 mil habitantes e é muito conservadinha. Eles tem muitos e muitos prédios antigos também, mas ao contrário de algumas cidades da Sicília, eles são todos conservados, remodelados e alguns ainda em utilização. Nada de abandono por aqui.

    No domingo, último dia da aventura, saímos um pouco antes e passamos por Veneza, já que era caminho pra ir até Bologna. Lá chegando, em pleno dia de Carnaval, uma hora só pra estacionar, uma caminhada rápida pelas ruelas inundadas, um par de fotos e hora de seguir viagem. O gostinho de quero mais ficou, com certeza.

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    A viagem apesar de rápida foi muito prazerosa e deliciosa, claro. 🙂 Isso levantou ainda mais minha curiosidade pra descobrir a história dos imigrantes que saíram daquela mesmíssima região pra colonizar a região da Serra Gaúcha. Isso tudo há cerca de 150 anos atrás. E me faz pensar que hoje eu sou o imigrante da história. Não precisei colonizar nada, começar nada do zero, mas sou um expatriado como aqueles nobres trabalhadores foram também.
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    Guri em Catânia, Sicília

    Um conselho sobre viajar pelo interior da Itália de transporte público seria: não dependa de ônibus nem trem em um domingo. Se puder, não dependa de nada num domingo. E melhor ainda: nunca, nem num domingo nem em qualquer outro dia dependa de um italiano. Sobre o transporte, na verdade, não é novidade. A Patrícia já falou isso aqui. Chegamos às 10h da manhã na estação de Acireale e o próximo trem era só em 6 horas, às 15h49. Ônibus? Só um horário, que ninguém sabia ao certo qual era. Resumo da ópera: Fomos de táxi por € 30. Vale pesquisar bem no site da Trenitalia e nas companhias de ônibus (as da Sicília também tão aqui no Descobrindo a Sicília).

    Vicenzo Bellini está para Catânia assim como José Sarney está para o Maranhão. O nome dele está em ruas, praças, etc. A diferença é que Bellini foi um compositor que nasceu em Catânia em 1801 – ou seja, merecido. Só falando.

    Tá certo que estamos na Itália, mas na minha opinião Sicília é a Capital Italiana das Igrejas. Em cerca de duas horas caminhando pela região central da cidade passamos por pelo menos oito Igrejas, e cada uma delas com sua característica. Achei interessante a mesa de uma sorveteria que tem o mapa do centro da cidade desenhado nela. O que tem a ver com a história? Contamos 35 Igrejas em distância caminhável. Em alguns casos chegava a ter uma do lado da outra. Tão Itália.

    Ficamos hospedados em um B&B (bed & breakfast) bem na Via Etnea, a “avenida” principal da cidade. O La Rosa di Gerico assusta um pouco por ser no segundo andar do prédio e não ter elevador – o primeiro andar é ocupado por outro hotel. Ele tem poucos quartos e a recepcionista, percebemos, era a mesma que fazia a limpeza dos quartos e cuidava de todos os serviços. Simpática, porém sem falar inglês, ela nos deu as instruções; explicou como fazia pra tomar o café da manhã no Café vizinho ao hotel; e como era o funcionamento da internet e das chaves.

    Várias lojas estão na rua do B&B e muitos dos pontos turísticos também (Igrejas, será?). A Piazza Duomo, Patrimônio da Humanidade, fica no fim dela.

    E na frente da Duomo tá o elefante, símbolo da cidade desde 1239 e feito de pedra vulcânica. Segundo li no Descobrindo a Sicília, a história mais bem aceita sobre a estátua é a do cartógrafo árabe Edrisi, que durante sua viagem à cidade teria escrito que os habitantes consideravam o elefante uma estátua mágica, capaz de protegê-los das erupções do Etna.

    Voltando às Igrejas: visitamos elas ao meio-dia de um domingo. Na Itália eu poderia dizer apenas: visitamos elas na hora da missa. Passado este horário, tudo fechado, inclusive as Igrejas. E no dia de semana a Duomo (a Catedral que não é Catedral, lembra?) fecha ao meio-dia e reabre às 16h. Ai Itália…

    Público e de fácil acesso, no entanto, está o Anfiteatro Romano, um dos tantos resquícios do Império Romano na cidade. Aquelas ruínas que parecem não representarem nada conseguiam suportar até 16 mil espectadores na época que foi construído, no Século II antes de Cristo. Vários gatos moram no local hoje, mas com direito a casinha de tijolos e tudo, porque com licença, eles miam em italiano. O anfiteatro era o segundo maior construído pelos Romanos, perdendo somente pro Coliseu.

    Não muito diferente do resto dos lugares que já visitamos, aqui os italianos também não são muito educados. Ou quase nada educados, tirando a atendente do B&B (isso, aquela mesmo que não falava inglês… aiai…). No restaurante Etna Rosso, onde fomos jantar na primeira noite, o garçom demorou mais de 15 minutos pra pegar o pedido (e não estava tão cheio!) e parecia estar nos fazendo um favor, sem vontade alguma. Sem muitas opções próximas, voltamos na noite seguinte e o garçom que nos atendeu era outro, no entanto o da noite anterior lembrou de nós e nos recebeu bem. Ele só pegou o pedido (provavelmente por ser um dos poucos que falam inglês) e deu. Sorte deles é que tem uma recheada carta de vinhos e uma comida saborosa que vale o preço pago. Mas se dependesse do staff clientes e donos passariam fome. Em resumo: se puder, não se deixe enganar pela carinha bonita do lugar. 🙂

    Por falar em comida, quase esqueci de contar que fomos também no mercado público de rua da cidade. Ele tem acesso pela Piazza Duomo mesmo, atrás da Fontaaaaaana (mexendo a mãozinha). O cheiro de peixe desta parte do mercado é forte e se tu não gosta, nem chegue perto! A parte das frutas e ervas no entanto é bonita e barata! Se o teu B&B/hotel deixar, vale a pena levar umas pro lanche da noite! Também vendem lá queijos, salames e grãos. Apaixonados por mercados públicos: #ficaadica.

    Catânia não é tão mal conservada como Acireale. Tem muitos prédios em estilo barroco, mas todos largados, esperando alguém restaurá-los ou pelo menos protege-los. Além disso, os moradores precisariam ser no mínimo educados re-educados e resistir à tentação inexplicável de pichar uma estátua, ou um banco, ou o chão. No entanto a cidade já é bem mais voltada pro turismo. Tem vários áudio-guias em vários idiomas e o QR code a ser lido na frente das (taaaantas) Igrejas. Pros que pensam em chegar em Catânia e só conhecer o aeroporto, pra já seguir viagem a Taormina, é válido passar pelo menos uma noite na cidade. Pelo menos!

    Bah 1: Tá acompanhando a aventura? Terminamos a passagem pela Sicília! Já estivemos em Messina, Taormina e Acireale.
    Bah 2: Nossa próxima parada é em Malta.

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    Guri em Acireale, Sicília

    A viagem de Taormina até Acireale foi uma delícia. Optamos por pegar ônibus ao invés de trem e em 1h30 de viagem o motorista atendeu seis ligações, respondeu ao menos a cinco mensagens do Whatsapp, cantou músicas, cantou mulheres, dançou, aplaudiu, parou pra comprar cigarro, bestemou e fumou. Ah, e às vezes ele dirigia também. Se tivesse uma flauta perto dele ele teria tocado, aposto! Mas deixo pra contar mais sobre num outro post.

    Chegada em Acireale e fiquei impressionado com o Ibis Style Hotel. Hotel muuuuito moderno (mesmo!). Inclusive aposentaram a plaquinha de “não perturbe” e agora é só apertar um botão pra não ser incomodado. O serviço nota 10, os chás e cafés são um mimo a mais e o design limpo e bonito do hotel todo deixa tudo mais aconchegante. O problema – padrão Ibis – é a localização. Mas táxi é barato e € 10 são suficientes pra ir até o centro.
    O centro este que resume tudo o que tem pra ver na cidade, inclusive. O mapa da cidade – que decidi colecionar agora – é pequeno e mostra claramente que tudo se conhece em poucos minutos de caminhada. Literalmente. Duas horas foram suficientes pra conhecer tudo, inclusive parando pra entrar nas Igrejas pelo caminho.

    Igrejas pelo caminho? Ah, é verdade, ainda estamos na Itália. Num raio de cerca de 200 metros chega a ter quatro Igrejas em Acireale! Por fora achei mais bonita a Basílica de São Pedro e São Paulo – que estava começando o serviço de um velório quando saímos de lá.

    Em compensação, há uns metros dali a Basilica Catedrale, que é a Duomo de Acireale, apesar de ser simplinha por fora, deu um show por dentro – e desta vez estava sendo preparada pra receber um casamento. Ela é cheia das pinturas nas paredes e no teto e os vitrais dão um toque especial. Realmente vale a pena conhecer e ficar com dor no pescoço admirando os detalhes no alto.

    Um susto foi ao ir conhecer a Opera dei Pupi. Por ser ópera pensei que seria um prédio bonito, assim como é a Royal Opera House em Londres, por exemplo. Tão inocente esse guri… Chegamos lá e demos de cara com um prédio mal conservado (só mais um, na real) e pequeno, sem muitas firulas, sem mostrar orgulho de abrigar a ópera da cidade. Até tirei foto de baixo pra cima pro prédio parecer maior:

    Naquela plaquinha na porta é que tem escrito que ali é a Ópera.

    A cidade claramente não é preparada pra turismo, poucas pessoas falam inglês (o taxista tinha a língua grossa, pra piorar a situação) e ela é muito mal conservada. A “”””famosa”””” feira de peixes tem algumas barraquinhas, algumas peixarias e muito fedor na rua. Muito mais do que estava esperando e muito menos do que estava esperando. A cidade em si não chega a ser suja, mas as fachadas dos prédios dão um ar triste à cidade que poderia ser muito mais bonita. É igual uma pessoa né? Não é porque é velha que tem que deixar de se cuidar. Falta maquiagem e um pouco de anti-depressivo pra Acireale. Algum médico, por favor?

    E tu? Já visitou Acireale?


    Bah: Se ainda não leu sobre as outras paradas da viagem pela Sicília é só ir lá: primeiro Messina e depois Taormina. E o próximo destino é Catânia.
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    Guri em Taormina, Sicília

    Chegamos em Taormina de trem e logo de cara a paisagem já nos fez babar. Nosso hotel era em cima da montanha e chegar até lá com malas tem que ser de táxi ou ser um esportista profissional.  € 25 resolveram a situação.
    O hotel Sole Castello tem três estrelas e funcionários não muito dispostos a ajudarem (ele não gostou de levar mais dois travesseiros e tampouco de ajudar com a TV sem Sky – porque é muito cara na Itália). Quando fomos pedir pra renovar o acesso à internet (que deve ser feito a cada 24 horas), a atendente não conseguia achar o recibo e alegou que deveria ser pago novamente a taxa de € 5, mandou a gente achar o papel, e acabou gritando com a gente. Em plena recepção.

    O quarto não possuía ar condicionado “devido à época do ano”, segundo eles. Tem custo pra usar a internet que só pega na recepção e até o cofre que só tem na recepção; e os quartos não tem frigobar. Nem na recepção. E não pode levar comida nem bebida pra dentro do hotel, ou seja, deu fome? Ferrou!
    Pra compensar tudo isso, uma piscina grande e nada tumultuada; e a melhor vista que poderíamos ter: cruzeiros atracando no porto e voltando pro mar Jônico durante o dia; a imensidão invadindo nossos olhos; as ruelas apertadas logo abaixo; e fazendo o baita esforço de girar a cabeça um pouco pra direita a vista é pro gigante Etna, o maior vulcão da Europa.

    Resolvemos descer o morro a pé. Passamos em frente ao Santuário Madonna Della Rocca, ali construída no século XII dentro da rocha (daí o nome), e descemos os 537 degraus das escadas de toda a colina em 15 minutos. Conhecemos a parte mais antiga da cidade e não entramos no Teatro Greco pois uma parte dele estava fechada e pode ser que os € 8 não valessem a pena. Pode ser que valessem uma vez que ele é a ruína mais celebrada da Sicília e com bons motivos: ele foi construído no século III antes de Cristo. Leia-se há quase 2300 anos atrás.
    Dali fomos pro Corso Umberto, a rua mais movimentada da cidade (a Oxford Street deles) pra procurarmos um lugar pra comer. No caminho, enquanto a fome aumentava, paramos em várias das lojinhas de artesanato, chapéus e até souvenirs feitos com a larva do vulcão Etna.
    Pra voltar pro hotel pegamos o último ônibus que sobe esta parte “do morro” às 18h45! Depois disso? Táxi ou o Expresso Canelinha – as pernas. O ônibus sai da estação e da parada que tem ao lado da Porta Messina e custou € 1.90.
    De janta fomos até o Ristorante Al Saraceno, em Madonna Della Rocca, no alto da colina. Como já havia comido pizza e massa (claro), optei por um outro prato com peixe: um ravioli de garoupa com molho de camarão, também chamado por mim de “uma diliça”! O atendimento do local é ótimo e a vista do terraço é sensacional! Apesar de só abrir às 19h, ainda foi possível pegar o pôr do sol da lá.

    O dia seguinte foi dedicado à exploração da esplêndida praia de pedras pequenas. O mar é calmo e transparente, daqueles que a água bate no pescoço e que tu enxerga teus pés perfeitamente, além de nadar em meio a pequenos peixes. Menos eu, que nado mau bagarai. Os dois poréns aqui são: primeiro, como chegar à praia. Senta que lá vem história! O nosso hotel ficava no topo do morro, como falei, e pra descer podíamos pegar um ônibus ou descer os 537 “desgraus” (desgraça + degraus) até uma via e depois caminhar mais cerca de 10 minutos até o local onde tem o teleférico que vai até a praia. Parte 1 do percurso concluída com sucesso. 
    O teleférico na real DEVERIA ir até a praia se ele estivesse funcionando. Colocaram assim um ônibus pra substituir o serviço. Perguntei pra atendente qual era o próximo ônibus e ela deu uma batidinha na tabela de horários mandando me viraaare! Em resumo, são vários horários, as frequências são malucas (de 10 em 10 muda pra hora em hora sem explicação – Bem-vindo à Itália) e o luxo termina de vez agora: tem que ir espremido se for um dos últimos a entrar.
    Pagamos € 1 e chegamos na praia de Isola Bella, cheia de barracas à beira-mar, serviços pra turistas, restaurantes, bares, vendedores ambulantes e massagistas ambulantes (#ficaadica Brasil). E é na praia que entra o porém número dois: mesmo dentro d’água, ela é cheia das pedras pequenas, médias, grandes, gigantes e do tamanho da falta de organização do país. Saí com o pé arranhado porque não quis comprar por € 6 o sapato plástico pra usar dentro d’água. Não tem graça, daí. O legal é sentir dor as pedras, claro.
    Esse poréns que citei não são problemas, claro. Se comprar o tal sapatinho o porém morre por ali. Ele protege bem o pé, fica firme o tempo todo e a água entra nele mesmo assim. E quanto ao transporte, tem como pegar táxi também, ou até escolher um hotel na beira da praia – se bem que mesmo assim vai precisar de transporte pra ir até o centrinho. São entre € 15 e € 25 pra dentro da região de Taormina.
    Isso também me fez concluir que o melhor jeito de chegar ou sair de Taormina é de ônibus, porque a estação “rodoviária” tem ônibus pros hotéis do morro, como eu decidi chamar. Só pra lembrar: tem que ter paciência ao explicar pra onde quer ir.
    Taormina tem outras praias além dessa que visitamos, então vale a pena exploraaare um pouco de cada uma delas – e depois me contaaaare (tá, parei) nos comentários se elas tem menos pedras.
    Como contei, comemos pizza e massa, claro, e provamos a deliciosa cassata siciliana, uma sobremesa que lembra um mini-bolo feito com sucos e recheado com ricota e  na cobertura marzipan e frutas caramelizadas. Vale a pena provar – com uma garrafinha d’água do lado porque é muito doce!.
    Por falar em comentários, já foi ou quer ir a Taormina? Deixa dito ali. E caso não tenha lido sobre Messina, a cidade anterior desta viagem, clica aqui. Próximo destino da aventura: Acireale.