O Guri foi

O Guri foi: BST Hyde Park ⭐⭐⭐

Junto com o ~verão~ inglês, também chegam os festivais. Por todo o Reino pessoas de todas as idades se juntam em frente a um palco gigante pra assistir várias bandas, descobrir música nova, beber, se divertir, comer porcaria e dormir mal. Ano passado fui no V Festival e este ano no BST Hyde Park e ó como foi:


S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L!

As bandas ajudaram, claro, mas mesmo assim tudo colaborou. Como comentei na introdução deste post, os festivais são uma coisa bem tradicional aqui no Reino Unido e acampar faz parte, mas não de todos eles. O Glastonbury claro que é o mais famoso (afinal 100 mil pessoas comparecem fielmente ao evento e ainda faltam ingressos), mas tem pra todos os estilos e gostos.

Ano passado fui no V Festival, em Chelmsford, Essex, e foi demais! Eram dois dias, mas eu e a Gi optamos por ir em apenas um deles e por isso fomos e voltamos no mesmo dia. Taí outra diferença: o horário. Os últimos shows são agendados pra mais ou menos 20h ou 21h, fazendo com que o evento termine cedo – o que na minha opinião é muito bom!

No caso do evento em questão este ano, o BST (British Summer Time) Hyde Park, o horário é ótimo porque o sol se põe durante o último show, então todos os shows anteriores tem luz do dia, e o último tem uma atmosfera natural única. Ainda mais se pegar um céu azul, como foi o caso ontem. Lindo lindo lindo! Também não preciso dizer que acampar foi desnecessário (além de não permitido) né? O primeiro show era por volta de 15h e o último às 20h20, em três palcos diferentes. A gente chegou lá eram cerca de 17h a tempo de assistir Wolf Alice. Vê no vídeo como foi e depois conto mais:

Como comentei no vídeo o meu amigo Tom tem uma banda e eu curto demais o som deles – e tenho certeza que tu vai curtir também. A gente inclusive se conheceu em um dos shows que estávamos tocando na mesma noite e sempre nos encontramos pra beber e falar de música desde então. Tenho certeza que tu vai curtir o som dos caras, ouve ae:

Wolf Alice foi muito bacana, primeira vez que assisti a banda ao vivo. Eu gosto do som deles, mas às vezes eles me perdem. Pro meu ouvido algumas músicas parece que faltam alguma coisa, algo que me carregue pela musicalidade da banda e não me prenda por viradas loucas e a voz da Ellie (e não Alice, como achava que era no nome dela). Pegamos o show pela metade, mas ainda quero assistir um show todos deles.

Já tinha ido num show da Alabama Shakes, gostei muito e por isso me animei quando vi que eles estariam no BST, e vou em outro se tiver. É incrível a vibe que eles conseguem criar, mesmo o baterista Steve Johnson não demonstrando tanto os sentimentos (ou simplesmente não estar sentindo nada). A bateria é criativa e bem feita, mas não transmite o que deveria quando tocado ao vivo. já a vocalista/guitarrista Brittany Howard, Senhor amado! Cheguei me arrepiar algumas vezes de ver ela cantando. Ela é o tipo de artista que claramente faz a arte pelo amor, pela expressão e gosta de fazer aquilo todas as vezes. Por mais Brittanys!

E Mumford & Sons eu acho que nem precisaria escrever nada. Tirando as pessoas que ficaram conversando gritando do meu lado assuntos nada a ver com o show, como se nem tivesse uma música rolando, tudo teria sido perfeito. Mas a banda foi perfeita e essa que é a questão. Como também tinham dido no show deles que fui ano passado. Desde o momento em que eles vão no meio da multidão pra cantar Timshell quase a capella até os convidados que fizeram um baita show com eles. Os convidados em questão são Baaba Maal, The Very Best e Beatenberg, que juntos até gravaram uma música recentemente:

Uma coisa que os festivais tem e que a gente nem aproveitou muito foram os brinquedos, que neste até não tinha tanto – ou quase nada. Além deles, tem também zinhlões de barraquinhas de comida (também não comemos nada) e bebida (bebi uma pint só, acredita?).

Foi com certeza uma experiência sensacional ter assistido a estes shows do BST Hyde Park. É um festival mais musical do que os demais pelo país e pra mim poder ver Alabama Shakes e Mumford & Sons na mesma noite valeu cada centavo e pagaria até mais. Inclusive, bem pontuado: tinha uma área separada, na frente do palco, pra quem tinha pulseira. Algo como um VIP, mas que era só pagar uns pilas a mais. Teria valido a pena mesmo assim.

Já viu algum show destas bandas? Quer ver? Já foi em algum festival por aqui? Já sabe né? Adoro ler e responder comentários, te atraca! 😉

One Comment

  • Ricardo Augusto E A Pinho

    estou pensando em comprar um pacote para fim de ano com Natal em Londres, onde ficarei mais uns 2 ou 3 dias. Em seguida, passar o Ano Novo em Bruxelas, seguindo depois para Alemanha e Itália…Florença e Veneza. Quem sabe vc pudesse me indicar os melhores passeios em Londres e adjacências, nos dias 26, 27 3 28 de dezembro. Vou ficar em algum hotel perto do Buckingham Gate, ficando assim mais fácil pegar Metrô ou ônibus para rodar pela City, aliás, outras vzs fiquei em hotéis ali por perto. Abraço

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