• Guri da Crônica

    Pé da letra

    Alguém, algum dia, e n’alguma hora não muito ocupada da minha vida (provavelmente na minha fase dos por ques) me explicou porque chamar uma pessoa desconhecida de tio/a: afinal, somos todos irmãos e então como irmão do meu pai e/ou da minha mãe, a pessoa passaria a ser meu tio. Tio do lanche, tia da merenda, e por aí vai. Isso nunca me entrou na cabeça. Mas não posso chamar ele de irmão? Não, muito mano. Nada contra, mas não seria eu. A tia também pode ter uma denominação er… Estranha. No sul, pelo menos. Parafraseando Xirú Missioneiro, “tem tia de dezoito, tia de dezenove, tem tia loira tia morena,…

  • Guri da Crônica

    (Muito) Bem-vindo, Outono!

    Nunca imaginei que ter colocado meus pés pela primeira vez na Europa naquele 6 de novembro de 2012 teria tanta influência na minha vida. Londres me apresentou uma tarde fria e o contato visual com as casas georgianas e árvores desfolhadas pelas janelas do metrô fizeram meu coração acelerar. Durante os dez dias que fiquei em Londres pela primeira vez que pra cá vim não fui a nenhum parque. As ruas por si só já me fizeram babar, afinal estavam bem enfeitadas com árvores que insistiam em derramar suas folhas encarangadas no chão molhado da cidade. Não reclamava. Jamais. Aquela paisagem me dava uma noção de tempo e espaço. Me…

  • Guri da Crônica

    Tenho problema psicológico

    A partir desta semana aqui no blog, todos os domingos são de uma crônica sem ter relação obrigatória com Londres. Textos soltos. Espero que curta e fique à vontade pra se manifestar! *** Fui morar sozinho quando tinha meus 20 anos (há 3 anos atrás) e às vezes me pegava falando sozinho na frente do espelho. Ou então sabe quando bate aquele momento de reflexão tipo “bah, será que era isso que eu queria fazer/ter feito?” e tu olha dentro dos teus próprio olhos refletidos no espelho? Então… Fazia muito disso depois que fui morar sozinho. A casa era pequena e fazia com que eu vira e mexe me desse…

  • Guri da Crônica

    A audácia do clichê

    Sabe uma coisa que eu acho estranho? As frases prontas. O clichê. Terra da Rainha; país do futebol; terra do Tio Sam; reza a lenda; dizem as más línguas; e por aí vai… E por aí vai… Daí o que o interlocutor faz? Pede perdão pelo uso do clichê usando um outro: “com o perdão do clichê”. É mais fácil, claro. Acredito até que a linguagem seja por si só o maior dos clichês. Afinal as palavras tão prontas, a construção da frase tem que respeitar as regras gramaticais e na escola aprendemos que um texto (dissertativo, em especial) tem que ter introdução, desenvolvimento e conclusão. Clichê demais isso, desculpa…