Guri no Mundo,  Irlanda

Guri em Dublin, Irlanda

Dublin foi uma viagem e tanto. Vi duendes a bandeiras do Rio Grande do Sul e fiquei num hostel pela primeira vez na vida.

Estava meio ressabiado de ficar num hostel. Nunca tinha ficado em um e fiquei com receio desde segurança até “como são as pessoas”. Nada a ver. Neste caso de Dublin especificamente tinha apenas a questão do calor que era terrível. Lembro que o quarto era do lado de uns trilhos de trem. Se fechasse a janela ficava muito quente. Se abrisse, ficava menos quente mas com barulho de trem passando. Uma beleza. Mas tirando isso foi tudo certo, seguro, pessoal gente fina, tudo de boa. Me preocupei demais sem necessidade nenhuma.

Como sou fã de Harry Potter um dos primeiros lugares que visitei foi o Trinity College. Na biblioteca (onde não pode entrar pelo que lembro) foi usada pra gravar algumas cenas de Harry Potter.

Pertinho dali, quase em frente na realidade, fica o Irish Whiskey Museum (os irlandeses escrevem whiskEy, com E). Ele conta a história do desenvolvimento do whiskey (ó!) na Irlanda. O tour custa € 15 e tem três provinhas das boas.

Guinness

A cidade respira Guinness. É inevitável não beber uma pint nesta cidade. É como ir a Roma e não falar aquela frase manjada. A região de Temple Bar é a mais famosa. É a Lapa de Dublin. A Cidade Baixa de Dublin. A Camden Town de Dublin. São várias ruas só de pedestres que geralmente portam uma câmera fotográfica de dia e nada mais que dinheiro, documento e vontade de socializar à noite.

Eu era um daqueles. Eu sou um destes, na verdade. Eu sou apaixonado por pubs, tanto é que até guio um passeio sobre pubs históricos aqui em Londres, oras! Mas os irlandeses tem algo em especial. Tem um estilo arquitetônico próprio; tem música ao vivo; tem dardos pra serem jogados; tem uma televisão ligada mostrando um esporte qualquer ou as notícias; tem muita coisa pendurada nas paredes, Jesus Cristo, como tem coisas nas paredes! E tem Guinness, claro. A não ser um deles: o Porterhouse. Eles não gostam da “fucking Guinness”, como se referiram a ela.

O bar mais famoso de Temple Bar chama-se… Temple Bar. E porque ele é o mais famoso? Porque o dono teve a genial ideia de dar o mesmo nome da região a ele. E pra minha surpresa adivinha só o que eu vi pendurada lá no pub? Duas bandeiras do Rio Grande do Sul, e pra melhorar, uma delas com o símbolo do Grêmio no meio.

Mas ainda na Guinness… A Guinness Storehouse não é a fábrica da Guinness, como eu pensava. Mas é muito mais que isso. Eu diria que está na categoria “Parque de Diversão” (vamos rever isso aí, hein TripAdvisor!). O guia impresso (tem em português!) te ajuda a ir acompanhando tudo. O prédio da diversão toda é em formato de um copo de pint e tu vai caminhando nos arredores e subindo os andares usando as escadas que cortam o miolo do prédio. Genial!

Durante todo o processo eles te contam o processo de fabricação da cerveja, desde de onde vem a cevada, lúpulo (até cheirando ele) e água, até a fabricação dos barris de madeira pra guardar o líquido precioso! Quase no final tem uma ala especial pros comerciais de Guinness, mostrando alguns arquivos de TV e jornal e ali o nível de água na boca já começa a aumentar. Também te ensinam a degustar corretamente a cerveja e pra isso tu ganha um shot de Guinness (e o copo-miniatura é tão massa que tive que comprar dois).

Por fim, tu aprende também como servir corretamente um pint da cerveja e tu mesmo o faz. O processo é uma delícia, mas não mais que o sabor.

Parques

Dublin também tem parques lindos. Visitei dois deles, sendo que o Phoenix Park dei uma boa explorada/caminhada de mais de uma hora, mas mesmo assim não consegui nem sequer atravessar todo ele. Gostei bastante também do um pouco menor St. Stephen’s Green. Ele é bem charmoso talvez justamente por ser menor. #ficaadica As aves, os lagos, flores e chafarizes são muito bem preservados e convidam pra uma caminhada sem pressa, refletir sobre a viagem e planejar o que vem pela frente.

Os quatro dias que fiquei em Dublin foram muito bem aproveitados e a ideia é voltar pra lá, mas desta vez pra explorar o interior do país. Só ouvi coisas boas a respeito e, por ser um cara que gosta do campo, tenho certeza que vai ser demais!

Por falar em Dublin, parte da minha programação em Dublin também incluiu visitar o querido do Márcio Veiga pra gravarmos dois vídeos, sendo um pro meu canal e outro pro canal dele.

No vídeo pro meu canal tivemos um bate-papo muito bacana onde ele me contou melhor sobre a cidade e sobre as intenções dele, além de compararmos Londres com Dublin, pra ajudar quem tá na dúvida sobre qual cidade morar. Vale a pena dar uma olhada pra se inspirar:

Pro canal dele eu respondi várias perguntinhas sobre Londres pro turista que tá vindo pela primeira vez. Afinal de contas vir de Dublin pra Londres é tão fácil e rápido que dá pra vir quase todo final de semana. Olha aí o vídeo dele:

E tu? Já foi pra Dublin? E o que eu realmente to curioso pra saber de ti: já ficou em hostel? O que achou? Vai ficar de novo? Minha resposta é um grande e gordo SIM. 😉

 

Voei de Ryanair de Stansted a Dublin. A companhia irlandesa faz este trecho todos os dias e os preços são uma delícia. Paguei £ 46 ida e volta. Ao chegar no aeroporto de Dublin comprei um ticket do chamado AirLink Express por € 10 ida e volta. O ônibus tem várias paradas no centro e um flyer que eles distribuem tem o nome dos principais hotéis e hostels.

Planeje sua viagem com os parceiros que eu confio e uso:

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