Bélgica,  Guri no Mundo

Guri em Bruxelas, Bélgica

Demorou, eu sei, mas saiu o último post sobre minha viagem à Bélgica.
Chegamos em Bruxelas de trem e lá nos encaminhamos pro NH Hotel. Correndo pro banho porque afinal estávamos há mais de dois dias sem banho graças ao hotel de Bruges. Saindo dali fomos pra um restaurante pertinho matar o que tava nos matando.
Nossa passagem por Bruxelas durou cerca de 16 horas então não dava pra perder muito tempo. Hora de caminhar e fomos direto pro Gran Place, uma praça “bacana” (pra ser modesto) que foi declarada Patrimônio Mundial da Unesco em 98. O local é cheio de prédios bonitos, incluindo o da Câmara Municipal. Olhaí:

Foto vai, foto vem, dali a pouco a surpresa: do nada começa uma música muito alta e os prédios começam a mudar de cor. Começamos a prestar mais atenção e nos demos conta que era uma forma de espetáculo de som e luz. Não há palavras pra descrever isso. Esse vídeo (que não é meu) ajuda um pouco a contar como é:

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=IXiqhUyGEmo]

Naquele momento já me dei conta de que ir pra Bruxelas foi uma ideia certeira. Só aquilo valeu a pena! Pelo que encontrei de informações o espetáculo acontece todos os dias, mas no período do Natal tem música e iluminação diferenciada. Então fica a ideia: ir duas vezes pra Bruxelas. 🙂

Depois disso visitamos o Christmas Market da cidade que era bacana e grande (em vários locais).
Passamos também na deliciosa loja da Häagen Dazs e olha… Literalmente, olha:

As comidas/sobremesas/quitutes/delícias deles são de tirar o chapéu. Foi uma comilança e tanto! A loja fica na Place Louise 2A, pertinho do Palácio da Justiça.
A VIAGEM DE VOLTA
Muito bem, chega o dia seguinte, mas antes de contar sobre a volta pra casa, tenho que registrar que no caminho pra estação de trem passamos pela Catedral de St. Michel e St. Gudula. Ela é bonitona por fora e por dentro e de fato vale a visita. Por fora me lembrou a Abadia de Westminster, inclusive. Dentro estava rolando uma exposição com representações de presépios do mundo todo (é, caso ainda não tenha notado fui na época do Natal). Claro que tem Brasileiro em tudo que é lugar, então a gente tava lá também:

Bueno, hora de voltar pra casa. Agora o bixo pega… Lá fomos nós pra estação pegar nosso trem das 12h ou das 12h09 pra Gent, onde pegaríamos nosso ônibus a Londres. Tudo muito bonito até chegarmos lá e não encontrarmos a bendita da plataforma onde pegaríamos o trem pra Gent. Fomos num dos totens que tem os horários do trem em tempo real e mesmo assim o próximo aparecia às 14h09, contrariando o site deles e a tabela de horários.
Fomos no guichê de atendimento deles e quando perguntamos qual o próximo trem o atendente colocou um sorriso na cara e largou um “não vai ter trem pra Gent hoje porque eles estão de greve, vocês não sabiam?”. Com a nossa cara de choque misturada com pânico acho que ele nem ficou com dúvida se a gente sabia ou não.
Pois bem, hora de colocar o cérebro do ex-agente de viagens pra funcionar: pedi reembolso do bilhete na hora e iria tentar várias alternativas. A primeira que pensei foi em alterar a reserva pra sair de ônibus de Bruxelas, pois ele sai de Paris e depois passa em Bruxelas e Gent. Ao tentar pelo site ele não me deixou fazer isso e lá fui eu ligar pra central da Megabus em Newcastle com o sotaque-mais-difícil-já-ouvido. O atendente disse que não poderia mais alterar a passagem mas caso eu conseguisse comprar uma nova ele me reembolsaria a passagem atual. Sorte.
A esta altura já estávamos na parada de ônibus, que por sorte era perto, e fomos num café roubar o WiFi se esquentar e comprar a passagem. No entanto alguns minutos se passaram e já faltava menos de uma hora pro ônibus o que significa que não conseguiríamos mais comprar. Azar.
Liga pra Megabus de novo e dessa vez a ideia foi outra: falar com o motorista e SE ELE FOSSE GENTE BOA ele levaria a gente desde Bruxelas. Mas ficaria a critério dele. MAS MEU AMIGO, PRECISO TRABALHAR AMANHÃ! TENHO CLIENTE ME ESPERANDO! É, só dependia da sorte mesmo, agora. Ficamos escondidos no café até a hora de o ônibus vir, que seria às 14h.
Enquanto matava tempo ia olhando uma noite a mais de hospedagem em Bruxelas; passagem de Eurostar Bruxelas/Londres (£ 112 por pessoa, diga-se de passagem); voos; comprar balões e encher de gás hélio pra dar uma de padre do balão; etc. Lá fomos nós pra parada às 13h40 (vai que o bus passe antes!). 14h. Hora do ônibus. Nada. 14h30. 14h50. 15h15. 15h20 resolvi mandar um tweet pra Megabus perguntando do ônibus. Me responderam dizendo que eles estavam com atraso, mas iam tentar atualizar a inforamação.
Só o que faltava, o ônibus nem sequer aparecer! Aí sim! Ligaram pra nós informando que estava com cerca de duas horas de atraso, mas que já estava na cidade. Lá fomos nós de novo pro café (será que eles tinham cartão fidelidade?) até a hora do ônibus vir. Enquanto comia preparava o dossiê pra convencer o motorista a nos deixar ir dali. Separei o comprovante de reembolso da companhia de trem; a notícia sobre a greve; £ 20 caso ele quisesse suborno; muita oração.
Quando o ônibus finalmente resolveu aparecer embarcamos e quando comecei a dar a explicação ele nem quis saber e já largou um “ok, pode subir. PRÓXIMO!”. Com o sorriso de orelha a orelha lá viemos de volta a Londres, graças ao motorista gente boa. Só pra sair de Bruxelas demoramos uma hora (tempo que já daria pra estar em Gent), então sim chegamos com mais de duas horas de atraso, mas ainda que chegamos na mesma noite.
A imigração de volta ao Reino Unido foi mais exigente que a de saída. Tivemos que parar na polícia francesa pra registrar a saída e depois na imigração Britânica pra fazer a entrada. Ônibus – Eurotunnel – Inglaterra – Londres. Casa. Fim da aventura. Desta, claro, porque as próximas já tão sendo planejadas.
De ônibus de novo? Talvez, mas não tá no topo da minha lista, obrigado.
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