Bélgica,  Guri no Mundo

Guri em Gent, Bélgica

Chegou a hora de outra jornada. E que jornada, principalmente a da volta. Mas calma que vou contar com mais detalhes quando escrever sobre Bruxelas.
A Bélgica nos reservou surpresas agradáveis, paisagens urbanas lindas, ótimos chocolates, ótimas cervejas e preços altos. É fácil achar alguém falando inglês (em Bruges em especial), então se comunicar não é problema. O francês também é bem falado (por eles e pelos franceses, claro). A ideia era ir a Gent (uma cidade bonitinha no meio do país), e de lá pegar o trem pra Bruges que seria o destino principal da viagem, pois pelo pouco que pesquisei não teríamos tempo suficiente pra conhecer Bruxelas também.
A parada rápida por Gent era só pra conhecer o básico mesmo. Nem chegamos a ver hospedagem. O post vai ser bem rápido e mais pra contar sobre como chegamos até lá.

Bueno… A ideia era fazer uma viagem perto, rápida e barata. depois de pesquisa de voos, trens e ônibus decidimos por Bélgica: a passagem do ônibus no site da Megabus custou £ 35 (Londres/Gent/Londres) e as passagens de trem até Bruges custaram EUR 6.50 cada trecho. O ônibus saiu da estação Victoria com cerca de 5 minutos de atraso e chegou no horário em Gent.
“Tá, mas só um pouquinho, guri! Tem um mar que separa a Inglaterra da parte continental da Europa, pelo que as aulas de geografia me ensinaram!” É verdade, tem sim! Mas tem também aquele túnel, uma baita duma obra, chamado Eurotunnel. Com ele é possível atravessar da Inglaterra até a França por via terrestre. O túnel tá instalado debaixo d’água, no Canal da Mancha, e é o mesmo que o Eurostar usa pra ir até Paris e Bruxelas. Ainda antes de atravessar, um oficial entra no ônibus conferindo os passaportes (na volta tivemos que descer e passar por filas, com imigração descente). O ônibus se encaminha pro Le Shuttle, que é como se fosse um vagão gigante de trem e sai com frequência determinadas (a cada 20 ou 30 minutos). A travessia demora cerca de 35 minutos. Tem mais informações sobre o Eurotunnel neste vídeo (em inglês).
Chegamos em Gent às 15h30 e fomos pro centro da cidade de táxi. Ela é uma cidade universitária então dá pra notar bastante jovens gasgueteando pela rua. Depois de cinco horas de viagem de ônibus a fome bateu e nos obrigamos a fazer uma parada sem pressa pra um café na Praça de St. Bavo (nem vou escrever o nome na língua deles) o coração de Gent. Ali tem a Catedral, o Campanário e a Igreja de St. Nicholas (ou Sint Niklaaskerk, esse até tá de boa). Enquanto a cidade anoitecia, eu aproveitava o jazz suave e um café com vista pra tudo isso.
O reflexo das casas na água dos canais misturada com a iluminação bem feita deixa tudo ainda mais perfeito. Ficar escorado numa das pontes admirando o balanço da água é um belo início pra um final de semana.
Já percebi logo de cara que a cidade (e descobri depois que é o país todo) gosta de pedalar. Quase rolaram atropelamentos e os estacionamentos de bikes dão a impressão que elas tão brotando ali. Só podia. 
Cerca de 3 horas foram mais que suficientes pra conhecer o básico de Gent e dali fomos a pé até a estação Gent St. Pieters (escrita bonita né?), de onde seguimos viagem pra Bruges a bordo de um trem bonito, limpo e surpreendentemente vazio. Claro que Gent tem muito mais pra oferecer, mas como não sabíamos o que nos esperava em Bruges achamos melhor tocar viagem. Além disso, como já era noite, talvez não valesse a pena subir na torre do campanário. O passeio de barco talvez sim, mas sou mais do a pé, do fazer a foto do meu jeito, do curtir o momento.
Até logo! Afinal, Bruges é logo ali!

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