GURI IN LONDON

Guri Guru: língua inglesa

Fazia tempo que não fazia um vídeo assim, de perguntas e respostas, então simbora! Este é especial sobre dúvidas da língua inglesa, sotaques, aprendizado, etc.

Renata Pretto: Pelo que eu tenho visto em séries, etc o inglês da região de Newcastle é difícil de compreender. Em Londres, é mais acessível e semelhante ao inglês americano?
É mais difícil porque somos acostumados com o inglês americano. Cada região do país tem realmente suas especificidades e fica complicado entender algumas coisas apenas por causa do sotaque, é incrível! O sotaque de Londres é meio que misturado, na realidade, mas não tem nenhum que seja similar ao americano (até onde eu sei).

Verônica Pereira: Rafa, no vídeo onde você mostra como aprendeu inglês britânico, você disse que sentiu muita dificuldade quando foi pra Londres pela preimeira vez, mesmo já sabendo falar o idioma. Qual foi sua maior dificuldade na compreensão? É tão diferente assim do inglês americano?
A maior dificuldade foi ouvido, justamente por termos sido habituados ao sotaque americano desde a escola. :/ Eu recomendo a todo mundo começar a ouvir mais a BBC ou filmes britânicos pra ter uma ideia melhor quando chegar aqui. Tem mesmo muita palavra diferente do inglês americano! Alguns casos são só a pronúncia, outros são as próprias palavras que são diferentes. Fiz um vídeo com alguns exemplos, dá uma olhada aqui.

Juliana Carvalho: O que seria a abreviação “ter”? Comecei a ler Harry Potter em inglês e várias vezes em falas do Hagrid as palavras aparecem da maneira que ele fala, com o sotaque dele. A maioria eu consegui deduzir ou entendi por contexto, mas essa tá difícil.
O “ter” é uma forma sotaqueada de dizer “to”. A autora usa esta forma de escrita pra ficar bem claro de que ele fala com sotaque. É como se ao invés de escrever “espero” eu escrevesse “ixperrto” pra deixar claro que é sotaque irritante carioca.

Trecho de Harry Potter e o Cálice de Fogo (and the Goblet of Fire):
“I am what I am, an’ I’m not ashamed. ‘Never be ashamed,’ my ol’ dad used ter say, ‘there’s some who’ll hold it against you, but they’re not worth botherin’ with.”

No inglês normal seria: “I am what I am, and I’m not ashamed. ‘Never be ashamed,’ my old dad used to say, ‘there’s some who’ll hold it against you, but they’re not worth bothering with.”

Karen Liz: Oi Rafa! Sabe de algum site bom para assistir filmes e séries com legenda em inglês?
Conheço só a Netflix voltada pra este propósito. Mas no vídeo dei uma dica que faço questão de ressaltar aqui: a italki! Eles são uma plataforma de aprendizado de idiomas e funciona como um Uber de professores de inglês (kind of): tu escolhe o professor baseado nas avaliações e especialidades e agenda a aula, ou entra pra uma aula naquele momento. A aula é privativa e ao vivo, então é de se humano pra ser humano. O legal também é que são professores nativos! Pensa bem, não é um professor que fez um cursinho ou sabe falar um pouco, é um professor que nasceu no país e tem competência pra te ensinar muito bem, obrigado!
O serviço tem um custo, muito baixo por sinal, e eu consegui com eles US$ 10 de crédito depois que tu compra a primeira aula. Pra aproveitar este benefício é só clicar aqui.

Fernanda Fernandes: Como surgiu o termo “My cup of tea”? Existe alguma explicação pra isso? Sempre acompanho seus videos, amo a terra da tia Beth <3
Eu achava que era um senhor que tinha ido comprar uma cueca, e como não tinha do tamanho dele, ele disse que não era a xícara de chá dele, que ele precisava de uma maior pra colocar o saco dentro. Mas não… Aparentemente na década de 1880 as pessoas falavam bastante “this is my cup of tea” pra indicar coisas que gostavam, porque gostavam (e gostam) muito de chá. E depois, por volta de 1920, é foi colocado o “not” e introduzido a forma negativa. Ou seja, um jeitinho de dizer: não é minha praia. Falei desta expressão neste vídeo.

Aline Oliveira Domingues: Quanto mais eu estudo mais eu tenho convicção que nunca vou aprender essa merda.
Taum tá! Vai sim, é só pensar que vai, abrir a cabeça, seguir as dicas que estão por aí online (a italki que citei acima). O aprendizado já está acontecendo, na realidade. Tenho certeza que já houve progresso de quando começou comparado com agora. E isto, claro, é um baita sinal. Basta continuar se puxando, se disciplinar pra ser todos os dias, que com certeza o progresso aparece – não tem como não acontecer isso!

Débora Thizar: Você tem adquirido o sotaque britânico por aí? Era algo que te preocupava durante teus estudos? E eles te olham estranho por estar falando como eles? Acho complexo isso, vejo muita gente fingindo o British accent e seria legal saber como os próprios veem essa situação.
Era e ainda é algo que eu presto atenção no dia a dia. Acho que como pretendo morar aqui pra sempre minha obrigação é fazer isso e tentar chegar no mais próximo que conseguir – senão seria meio preguiçoso da minha parte. Não dá pra forçar, claro, porque daí vai ficar feio e dar até vergonha alheia nas pessoas que estão contigo… Tem que ser de uma forma natural. É só pensar como seria se fosse em português, por exemplo.
Se bem falado, até chama atenção dos nativos e elogiam ou perguntam a quanto tempo está aqui porque não há resquícios de sotaque brasileiro. Não é nada feio fazer isso (lembrando, desde que seja natural).
Também é bom lembrar que a gente generaliza colocando tudo num saco chamado “sotaque britânico” mas ele pode ser escocês, galês, de Liverpool, de Newcastle e por aí vai…

Mais alguma pergunta? Me deixa nos comentários deste post ou lá do vídeo e vou fazer o possível pra responder – e quem sabe usar num próximo vídeo. 🙂 Dá uma olhada também nesta página de perguntas e respostas. Não esquece de compartilhar este post mandando pra aquele teu amigo que está penando pra aprender inglês (todos temos um).

Valeu!

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