GURI IN LONDON

5 cicatrizes da Segunda Guerra Mundial em Londres

Um assunto que me chama muita atenção pelo peso histórico neste país é guerras. Foram muitas que já assombraram os dias do passado e até hoje tem pelas ruas marcadas da Primeira e da Segunda Guerra Mundial. Mas é da última que vamos falar hoje.

Vou te levar pra conhecer alguns lugares que foram afetados pela Segunda Guerra Mundial de forma direta e que ainda estão visíveis em Londres. Também quero te convidar pro tour que eu guio sobre as duas guerras mundiais em Londres. Clique aqui pra saber mais sobre o tour.

A Blitz fez um grande estrago pela cidade (pelo país na real, mas hoje o assunto é Londres). Blitz é o período em que Londres foi bombardeada pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial. Foram 71 dias no total, sendo que destes 57 dias/noites foram consecutivos. Um terror pra população da época. Mas enfim, vale um vídeo só pra falar da blitz, porque definitivamente não foi brincadeira.

Um dos dispositivos mais utilizados durante a blitz foi a chamada bomba incendiária. Uma espécie de bastão que pesava pouco mais de 1.5kg. A questão é que eram atirados aos montes na cidade, uma média de 20 mil por noite. Na pior noite da blitz (29/12/40) foram mais de 80 mil destes dispositivos.

Nem todos os locais que apareceram no vídeo estão no tour de 3 horas que eu guio pelas ruas de Londres. Os locais do vídeo são:

1. St. Dunstan in the East
Esta Igrejinha foi reconstruída depois do Grande Incêndio de Londres em 1666 pelo Christopher Wren (o mesmo arquiteto da St. Paul’s) e durante a Segunda Guerra Mundial ela foi destruída por bombas incendiárias. Foi decidido que ela não seria reconstruída e em 1971 decidiu-se transformar esta área num jardim aberto da cidade. Ele está aberto diariamente das 8h até o entardecer.

2. Catedral de St. Paul’s
A Catedral de St. Paul’s conseguiu sair inteira da guerra. Não posso escrever intacta porque uma bomba incendiária chegou a derreter um pedacinho da cúpula, e uma de alta explosão penetrou o altar e explodiu na cripta. Não comprometeu a estrutura da Catedral porque era uma bomba relativamente pequena (algumas eram de 1000kg enquanto esta foi de 250kg).

Um grupo chamado St. Paul’s Watch também ajudou a salvar a Igreja da destruição, já que eles ficavam em operação durante qualquer bombardeio, defendendo a Catedral da forma que podiam: ficavam no telhado dela esperando as bombas serem derramadas pra poder pegar sacos de areia e atirar nas bombas incendiárias. Foi um trabalho intenso que rendeu a este grupo uma homenagem dentro da Catedral (no chão, bem na porta de entrada central/frontal). Outra homenagem é a estátua do monumento chamado National Firefighters Memorial, que fica ao lado da St. Paul’s.

Na madrugada de 29 pra 30 de dezembro de 1940 um repórter fotográfico subiu no último andar do prédio do jornal pra fotografar a Catedral no meio de um monte de poeira e ruínas. Como o bombardeio já havia terminado ele ficou aguardando no prédio até a fumaça se dispersar e a poeira baixar, o que acabou não acontecendo mesmo depois de três horas e ele resolveu fazer a foto assim mesmo. Mal sabia que estaria registrando a foto mais icônica da resistência durante a Segunda Guerra.

3. Shelters/abrigos
Acho fascinante ainda existirem estas marcas pela cidade. São locais que foram de fato utilizados como abrigos subterrâneos pelos moradores. O sinal indica onde há um abrigo verificado pelo governo como de fácil acesso e possível de comportar várias pessoas no mesmo local. Este é um dos exemplos e as pessoas usavam o local pra poder tomar um chá, comer algo ou ainda tocar algum instrumento. Tudo pra tentar reduzir um pouco a tensão daqueles momentos que todos estavam vivendo. Assim, unidos.

4. Waterloo Bridge (Ladies Bridge)
A ponte foi apelidada de Ladies Bridge depois que descobriu-se que foram mais de 24 mil mulheres que assumiram a posição pra poder construir a Waterloo Bridge, mesmo sabendo que iria ganhar um salário menor do que os homens. Enquanto os homens estavam nos campos de batalha ou nos mares as mulheres ergueram esta ponte e assumiram muitas outras posições direta e indiretamente envolvidas com a guerra. Um monumento em Whitehall homenageia as mulheres durante este período.

Clique aqui pra assistir o pequeno filme sobre o papel das mulheres na construção da Ladies Bridge.

5. HMS Belfast
O navio é uma das três embarcações que sobreviveram aos desembarques na Normandia durante o Dia D. Ele participou também da Guerra da Coréia na década de 50 e desde a década de 70 é que ele está atracado no Tâmisa, entre a London Bridge e Tower Bridge, pra contar um pouco como era o dia a dia da guerra dentro do navio. Uma experiência no mínimo sensacional.

Clique aqui pra saber mais como visitar o HMS Belfast.

Pra saber mais sobre as guerras mundiais e Londres clique aqui, visite o Imperial War Museum e o Churchill War Rooms.

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