GURI IN LONDON

Guri falando inglês

Uma das perguntas que sempre surgem nos passeios que faço aqui é como aprendi inglês. Resolvi contar aqui neste post até pra servir de inspiração também…
Pra começar do começo, resolvi estudar inglês quando tinha uns 13 anos, com ajuda de alguns tios. Fiz o teste de nivelamento no Programa de Línguas Estrangeira da Universidade de Caxias do Sul e lá fui eu. Fiz os quatro primeiros anos (até o intermediário), parei porque faltou verba porque tinha que pagar a Univesidade, e depois de um ano e meio criei vergonha na cara e voltei. Mais dois anos e tinha formação avançada. Até aí tudo lindo. Até que resolvi viajar a passeio pra Londres…

Aí meu amigo, o bixo pegou. Meu vocabulário era rico, minha gramática boa, tava preparadaço pra falar inglês, mas em especial o americano. E quando fiz contato com o “inglês inglês” parecia que era um outro idioma que eu estava ouvindo. Demoraram uns bons cinco dias pra eu pegar no tranco e conseguir começar a me comunicar “bem”.

Só pra deixar claro, não tem culpados nesta história (não precisa ter). Não sou eu e nem meus professores, mas sim a diferença de idioma. É compreensível que cada país tenha um sotaque e cada estado também, então não dá pra aprender tudo isso com o idioma mesmo.

Aí voltei pro Brasil, decidi que gostaria de voltar pra Londres pra ficar, e comecei a estudar inglês de novo. Em casa mesmo… Mas como estudar o inglês britânico, afinal de contas, era o que me perguntava? Aí surgiram algumas ajudas no meu caminho.

{UPDATE – 28/03}
O primeiro vídeo que fiz pro meu canal no YouTube foi justamente sobre como aprendi inglês. Vê aí a versão vídeo deste post e depois, claro, os erros de gravação:

As dicas:

No topo da minha lista. Primeiro que é BBC (British Broadcasting Corporation) então não tinha como dar errado. Eles tem um centro de ensino da língua inglesa online, ensinando a pronúncia britânica, incluindo exercícios, textos e tudo mais. Até podcast se quiser baixar e ir ouvindo na rua. E adivinha a melhor parte? De graça.
Essa foi uma grande ajuda. Me disciplinei a pelo menos duas vezes por semana começar uma nova lição pra assim poder aperfeiçoar o aprendizado.
2. Televisão
Não sou muito chegado em assistir televisão. Filmes (me julgem) assisti poucos… Mas decidi que iria aprender inglês então vamos lá. O que fazia pra aprender o idioma, generalizando, era assistir Friends (o seriado, sabe?) com legendas em português, depois com legendas em inglês e depois sem legendas. Como gosto do seriado, não foi esforço nenhum, mas prazeroso.
“Tá mas pera! Friends é americano!” Eu sei. Foi pra aprender o idioma e alguma coisa de ouvido. Já é um exercício. Depois elevei o grau de dificuldade. Fiz a mesma coisa pra outros filmes e séries como:
– Harry Potter (toda a série – oito filmes)
– Sherlock Holmes (dois filmes)
– Downton Abbey (o seriado ainda passa na GNT)
– Jamie Oliver
– Dr. Who
– Great British Bake Off
E o grau mais alto chegou quando tava tentando assistir Graham Norton na BBC HD, ainda no Brasil. Talk show e com inglês britânico rápido. É…!
O interessante disso é de, quando se tem a oportunidade, colocar primeiro com legenda e depois, outro dia, assistir o mesmo filme/série sem legenda. Porque o cérebro vai lembrar daquela cena e fazer a relação automaticamente e deduzir algumas palavras pelo caminho, somando elas ao teu vocabulário. Não, não estudei isso, mas por lógica e experiência própria acredito que seja isso. É um método de aprendizado muito agradável.
Se colocar direto sem legenda pode acontecer de não entender, se prender naquilo e se frustrar. Por isso é melhor assistir antes com legenda.
3. Leitura
Ainda quando estava no Brasil tentei ler um livro chamado One Day que é escrito com o inglês britânico também. Me prendia muito a algumas palavras pra entender o significado e acabava não fluindo na leitura e meio que me frustrando. Meio como falei acima.
O interessante neste caso da leitura é pegar algum livro traduzido do inglês pro português que tu já tenha lido (em português) e tentar ler ele, desta vez em inglês. Mesmo caso do item acima: o cérebro já vai fazer a relação com a história automaticamente, porque ele já conhece aquele enredo.
O que eu fiz (depois de chegar em Londres) foi ler de novo toda a série Harry Potter (ok, parei no quinto livro, faltam dois, mas já é alguma coisa). TÁ GURI, JÁ ENTENDI QUE TU GOSTA DE HARRY POTTER. Também, gosto e tal, mas ajuda no aprendizado porque a leitura, mesmo em inglês, é voltada pro público infanto-juvenil. E queira ou não, enquanto estamos aprendendo um novo idioma estamos sendo realfabetizados, então é este tipo de leitura que temos que fazer. Não pegar clássicos. Ou tu lia Paulo Coelho com sete anos? Não nem depois disso, eu sei.
Nesta época que comecei a ler Harry Potter comprei o meu Kindle, o e-reader da Amazon (tem disponível no Brasil). Assim não precisa carregar livro pra lá e pra cá e o melhor de tudo: ele tem um dicionário junto (também em inglês). Se tu não sabe o que uma palavra quer dizer e tá escasquetado nela é só ir até ela com o cursor e TÁ LÁ:  a descrição do significado aparece no rodapé da página.
Posso dizer que isso ajudou muito minha escrita e leitura, além de vocabulário e gramática enquanto numa conversação.
4. Londres
Claro, óbvio. Esse é o que mais rendeu resultados. Mas foram mais rápidos devido aos três fatores anteriores, com certeza. Só depois de chegar aqui ano passado é que posso dizer que meu inglês melhorou bastante. Contato diário com pessoas falando inglês (apesar de morar com brasileiros), TV, rádio, jornal, entregador de pizza, carteiro, tudo, TUDO, TODOS! No restaurante que trabalhava também, nem preciso dizer… Contato com colegas e clientes o tempo todo em inglês obrigam o cérebro a pensar e entender/falar.
A linguagem ficou limitada ao bar/restaurante? Não. Ficou mais ampliada neste aspecto, mas exercitou o cérebro pra pensar mais rápído e absorver o idioma com mais facilidade. Então se vou comprar alguma coisa, se preciso de ajuda ou se vou ajudar a comunicação flui normalmente. O cérebro está programado pra o inglês sair e entrar automaticamente então não é nada estranho.
Sempre costumo comparar o aprendizado de um idioma com o de um instrumento musical. Afinal, não seria a música um idioma? Em ambos tu tens que ter um método de aprendizado, tem que ser natural e intuitivo e se der prazer melhor ainda. Tem que praticar muito (quanto mais melhor) e se expôr aos desafios.
Tá pensando em vir estudar em Londres e quer saber se vale a pena? Acho que nem preciso responder que sim, depois de dizer tudo isso acima. Além de ter o aprendizado dentro da sala de aula tu vai ter a oportunidade de botar tudo em prática e mergulhar de cabeça (não tendo nem opção) pra só falar e entender inglês. Não desmerecendo o curso que fiz no Brasil, claro, pois ele me deu a base pra tudo o que sei, mas este um ano em Londres já valeu por uns três ou quatro anos de curso.
E DEPOIS?
Aprendi tudo? HAHAHAHA Isso não existe. Assim como comparei antes com a música, volto pra isso: quanto mais tu aprende, mais tu vê que tem que aprender. Além de expressões, gramática, vocabulário, ainda tem os mais diferentes sotaques (aqui tem o Escocês, o de Liverpool, de Newcastle, do País de Galês, etc.).
Se estiver buscando algum curso, a minha parceira LondonHelp4U tem alguns tantos pacotes pra te oferecer. Com precinhos ó (fazendo gesto com os dedos polegar e indicador): 10x de R$ 174 é mais que barbada. Ficou interessado? Contata eles e diz que esse Guri aqui que te indicou: info@londonhelp4u.co.uk. Eles tem escritório aqui e no Brasil.
Bora aprender inglês logo e se divertir junto? Foi!
Tu usou algum outro método pra aprender e quer sugerir/complementar aqui? Fica à vontade: os comentários tão aí pra isso!

3 comentários sobre “Guri falando inglês

  1. Pingback: Guri cura tua depressão pós-Londres | Guri in London

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